Câmara instala comissão para analisar isenção do IR na próxima terça

Presidente será o deputado Rubens Pereira Junior (PT-MA), e o relator, o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL)

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1 de 1 imagem colorida mostra plenário câmara dos deputados em sessão conjunta congresso nacional carne cesta básica - Metrópoles - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados deve instalar, na próxima terça-feira (6/5), a comissão especial que vai debater o projeto de lei (PL) nº 1087/25, do governo federal. A proposta prevê isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil e é uma das principais propostas eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O colegiado, com 34 membros titulares, será presidido pelo deputado Rubens Pereira Junior (PT-MA), vice-líder do governo na Câmara, e relatado pelo ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL).

Lira precisa apresentar o plano de trabalho, com datas e atividades previstas, para que sejam definidos os próximos passos do grupo. A expectativa é de que a comissão especial conclua a votação do projeto até o fim do primeiro semestre, com a votação no plenário da Câmara no início do segundo semestre e aprovação no Senado Federal até o fim deste ano.

Entenda a proposta

O texto, enviado pelo governo federal ao Congresso em março, amplia a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A medida pode beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros. Já quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais também contará com descontos que vão de 7,5% até 75%.

O governo federal abrirá mão de arrecadar R$ 25,84 bilhões no próximo ano com a ampliação. Para compensar, a equipe econômica propôs tributar as altas rendas e os dividendos no exterior.

A proposta prevê um imposto mínimo de 10% para aqueles que recebem a partir de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil ao ano). A tributação mínima, que será progressiva, deve impactar 141,4 mil pessoas (ou 0,13% dos contribuintes do país).

Serão excluídos do cálculo do imposto devido os seguintes rendimentos: ganhos com poupança, títulos, indenizações, aposentadorias, pensão por moléstias graves e outros rendimentos mobiliários isentos.

Segundo o Ministério da Fazenda, a tributação mínima da população super-rica trará R$ 25,22 bilhões aos cofres públicos, além de R$ 8,9 bilhões adicionais da taxação e 10% na remessa de dividendos para o exterior – apenas para aqueles que moram fora do país.

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