Câmara convida general Heleno para falar sobre garimpo na Amazônia
Diferentemente de convocação, o convite da comissão da Casa não obriga o comparecimento do ministro-chefe do GSI

A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8/12), o convite ao general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para que explique a autorização do avanço de garimpo em áreas preservadas na Amazônia.
O requerimento apresentado pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO) pedia a convocação, mas acabou transformado em convite. Diferentemente de convocação, o convite não obriga que o ministro compareça.

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Ver todasVaz se baseou em reportagem da Folha de S. Paulo a qual mostrou que Heleno havia autorizado o avanço de sete projetos de exploração de ouro numa região praticamente intocada da Amazônia.
O deputado destacou que “a medida foi considerada inédita” e ponderou “que o Conselho de Defesa Nacional, do qual o general é o secretário-executivo, não autorizou nada parecido nos últimos 10 anos”. A autorização para exploração, abrange a área do extremo noroeste do Amazonas, conhecida como Cabeça de Cachorro, em São Gabriel da Cachoeira (AM). A região conta com 23 etnias indígenas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Isso tudo num momento em que famílias de Índios Yanomamis sofrem com os efeitos do garimpo em sua região, com a contaminação da água, pelo mercúrio usado na exploração, com crianças sendo sugadas por dragas colocadas nos rios e doenças que contaminam mais de 16 mil indígenas que sofrem pela falta de medicamentos e atendimento médico”, acrescenta.
O deputado narra ter tido acesso a documentos enviados ao GSI que mostram, segundo ele, uma foto de satélite com a localização exata de processos de garimpo autorizados pelo governo. O parlamentar afirma que a imagem torna clara a ação ilegal em territórios de exploração posicionados em ilhas no Rio Negro rodeadas por terras indígenas.
“Se as duas margens desse rio pertencem a reservas indígenas, então é óbvio que o próprio rio e as ilhas também irão pertencer. Essas explorações irão afetar diretamente as comunidades locais. A imagem, enviada pelo próprio Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, comprova a autorização de garimpos em terras dos povos originários”, aponta Vaz.











