Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Câmara aprova urgência de regulamentação da reforma tributária

Expectativa é que o mérito da proposta seja analisada na quarta-feira (9/7), antes do recesso parlamentar

09/07/2024 20:27, atualizado 09/07/2024 20:28
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Foto colorida do Plenário da Câmara dos Deputados tributária carne - Metrópoles

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9/7), a urgência do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 68/2024, que regulamenta a reforma tributária. O texto estabelece a Lei Geral do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS). Foram 322 votos favoráveis e 137 contrários.

A aprovação da urgência garante que a matéria seja discutida diretamente em plenário, sem a necessidade de apreciação das comissões da Casa Legislativa. Diante disso, a previsão dos deputados é votar o mérito da proposta na quarta-feira (10/7), antes do recesso parlamentar.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O texto foi entregue pelo Ministério da Fazenda em abril deste ano. Logo depois, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), definiu um grupo de trabalho para analisar o tema, incluindo as maiores bancadas da Casa Legislativa.

O grupo de trabalho da regulamentação da reforma apresentou o relatório final na última quinta-feira (4/7). Um dos pontos apresentados pelos deputados inclui os jogos de azar e carros elétricos no IS, conhecido também como “imposto do pecado”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Além disso, os deputados apresentaram os produtos que foram incluídos na cesta básica nacional de alíquota zero. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) insistiu em adicionar a proteína animal na cesta básica, mas o pedido não foi acatado pelos deputados.

Apesar das mudanças realizadas pelos deputados federais, o relatório final pode ser alterado no decorrer da tramitação do projeto na Câmara dos Deputados e também no Senado Federal.

No plenário da Casa Legislativa, alguns parlamentares apresentaram emendas para alteração do projeto. Uma das mudanças sugeridas é da deputada federal Duda Salabert (PDT-MG).

A deputada defende a aplicação do IS aos insumos agropecuários, como defensivos agrícolas. “A criação do imposto seletivo representa um avanço ao permitir a tributação onerosa de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente“, como os agrotóxicos.

Outra emenda é do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), que prevê a isenção de alíquotas para os minerais considerados de uso “essencial ou estratégico ao país”. “Níquel, lítio e grafite serão cada vez mais necessários para produzir baterias; uma maior quantidade de terras raras será necessária para fabricar motores elétricos e, para além dos minerais considerados críticos, metais como o alumínio e o ferro, verão sua demanda multiplicada pelo processo de substituição de veículos e equipamentos.”