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Brasil

Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária para igrejas

Deputados aprovaram ampliar isenção de impostos à aquisição de bens e serviços necessários para funcionamento das igrejas e instituições

28/05/2026 15:21, atualizado 28/05/2026 17:44
Divulgação / MPMG
Igreja com 350 anos em Minas

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (28/5), o substitutivo da proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária para igrejas. A matéria segue para a análise do Senado Federal.

O placar foi de 385 votos a favor, 93 contrários e sete abstenções no primeiro turno e 368 a favor, 96 contrários e sete abstenções no segundo turno.

Hoje, igrejas e suas entidades beneficentes e assistenciais já não pagam imposto, o que abrange  patrimônio, renda e os serviços relacionados a finalidades essenciais. Deputados aprovaram ampliar essa isenção à aquisição de bens e serviços necessários para implantação, manutenção e funcionamento das entidades religiosas e organizações ligadas a elas.

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Mudança no texto

A proposta original, apresentada pelo deputado federal e líder evangélico Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), buscava ampliar a vedação à cobrança de impostos sobre aquisições que implicassem na formação de patrimônio e geração de renda de entidades ligadas a igrejas, além dos próprios templos.

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A votação chegou a ser travada pelas bancadas do PT e do Psol, que questionaram a isenção de impostos sob a formação de patrimônio e a extensão dos benefícios aos braços das igrejas. Para destravar a votação, a bancada evangélica aceitou retirar a isenção sobre a formação de patrimônio, mas manteve o alcance para entidades ligadas às igrejas.

O PT chegou a apresentar destaques para limitar o benefício tributários às igrejas, mas foi derrotado.

A isenção tributária aprovada no substitutivo alcança serviços e bens para de creches, comunidades terapêuticas, monastérios, seminários e conventos para a realização de atividades socioassistenciais e sem fins lucrativos.

A proposta tramita desde 2023 e chegou ao plenário em 13 novembro de 2024, mas a sessão teve de ser suspensa depois do atentado em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e no estacionamento da Câmara dos Deputados.

No dia, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, usou fogos de artifício na Praça dos Três Poderes e morreu no local.

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