Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária para igrejas

Deputados aprovaram ampliar isenção de impostos à aquisição de bens e serviços necessários para funcionamento das igrejas e instituições

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação / MPMG
Igreja com 350 anos em Minas
1 de 1 Igreja com 350 anos em Minas - Foto: Divulgação / MPMG

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (28/5), o substitutivo da proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária para igrejas. A matéria segue para a análise do Senado Federal.

O placar foi de 385 votos a favor, 93 contrários e sete abstenções no primeiro turno e 368 a favor, 96 contrários e sete abstenções no segundo turno.

Hoje, igrejas e suas entidades beneficentes e assistenciais já não pagam imposto, o que abrange  patrimônio, renda e os serviços relacionados a finalidades essenciais. Deputados aprovaram ampliar essa isenção à aquisição de bens e serviços necessários para implantação, manutenção e funcionamento das entidades religiosas e organizações ligadas a elas.

Mudança no texto

A proposta original, apresentada pelo deputado federal e líder evangélico Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), buscava ampliar a vedação à cobrança de impostos sobre aquisições que implicassem na formação de patrimônio e geração de renda de entidades ligadas a igrejas, além dos próprios templos.

A votação chegou a ser travada pelas bancadas do PT e do Psol, que questionaram a isenção de impostos sob a formação de patrimônio e a extensão dos benefícios aos braços das igrejas. Para destravar a votação, a bancada evangélica aceitou retirar a isenção sobre a formação de patrimônio, mas manteve o alcance para entidades ligadas às igrejas.

O PT chegou a apresentar destaques para limitar o benefício tributários às igrejas, mas foi derrotado.

A isenção tributária aprovada no substitutivo alcança serviços e bens para de creches, comunidades terapêuticas, monastérios, seminários e conventos para a realização de atividades socioassistenciais e sem fins lucrativos.

A proposta tramita desde 2023 e chegou ao plenário em 13 novembro de 2024, mas a sessão teve de ser suspensa depois do atentado em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e no estacionamento da Câmara dos Deputados.

No dia, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, usou fogos de artifício na Praça dos Três Poderes e morreu no local.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações