
Caiado diz que progressão escolar cria “analfabetos funcionais”
Ronaldo Caiado (PSD-GO) criticou avanço de alunos sem domínio do conteúdo e defendeu provas de proficiência para definir a progressão

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou, nesta quarta-feira (26/8), as regras de progressão escolar na rede pública e afirmou que o modelo pode levar à formação de “analfabetos funcionais”. A declaração foi dada durante sabatina promovida por O Globo, CBN e Valor.
O ex-governador de Goiás afirmou que, caso seja eleito, pretende exigir provas de proficiência como critério para a progressão.
“Aprovação automática? Nunca ouvi falar isso em toda a minha vida. Você não sabe em nenhuma matéria e continua progredindo? Lógico que isso é impossível, você tem de ter prova de proficiência”, afirmou.
Caiado também disse que a idade do aluno não deve determinar a passagem para a série seguinte: “Não autorizo passar de ano por questões cronológicas. Passa de ano quem tem nota. Vou mudar isso no governo federal. Não vou preservar o analfabetismo funcional”.
A progressão parcial é um sistema que permite ao estudante avançar de série, mesmo após ser reprovado em determinadas disciplinas. Nesse modelo, o aluno segue para o ano seguinte e precisa recuperar posteriormente os conteúdos das matérias em que não alcançou o desempenho exigido.
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Ver todasNa avaliação de Caiado, a forma como o desempenho educacional é medido também precisa ser revista. Ele alegou que os indicadores podem apresentar resultados positivos sem refletir uma melhora real no aprendizado – situação que classificou como “falso positivo”.
Além de propor mudanças na progressão escolar, o candidato defendeu avaliações de proficiência para professores. Para ele, o governo federal deve medir o conhecimento de alunos e profissionais da educação.



