
Traço do brasileiro não é de revanche, diz Caiado sobre anistia a Bolsonaro
Ao JN, Caiado prometeu "anistia ampla e irrestrita" e alegou que Lula foi "anistiado pelo Supremo"

O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) prometeu uma “anistia geral e ampla” para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Em entrevista ao Jornal Nacional, nesta terça-feira (25/8), o candidato a presidente disse que o objetivo da ação é “pacificar o país”.
Segundo Caiado, o Brasil adota anistias “desde o Império”. “Depois, você teve momentos importantes em que Juscelino Kubitschek também sofreu realmente uma tentativa de golpe, propôs ali uma anistia e foi trabalhar”, afirmou.
“O traço do brasileiro não é de construir o ódio, não é de construir esse processo de revanche eterna. Isso é histórico no Brasil”, afirmou.
Caiado afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será beneficiado, e alegou que o presidente Lula (PT) também foi “anistiado pelo Supremo”.
“O povo brasileiro já não aguentava mais aquilo. Todo mundo ficou eufórico porque estava tendo um combate à corrupção no Brasil e, de repente, o Supremo diz: ‘Olha, o fórum não foi correto, não poderia ser lá no Paraná’”, diz Caiado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLula não foi anistiado pelo STF. Em 2021, a Corte anulou as condenação que Lula havia recebido no âmbito da Operação Lava Jato. Os ministros entenderam que a 13ª Vara Federal de Curitiba (do então ex-juiz Sergio Moro) não tinha competência jurídica para julgar os processos contra Lula.
“Uma atitude do Supremo o anistiou para que ele (Lula) voltasse até para disputar a eleição. Então, o que é importante é que a gente possa concluir o raciocínio: neste momento, a medida de anistia que eu proponho tem um objetivo: pacificar o Brasil. A partir dali, não se discute mais”, afirmou o candidato.



