
Sem apresentar provas, Caiado diz que dados fiscais são manipulados
Candidato também defendeu cortes em supersalários, emendas impositivas e subsídios, porém, não detalhou quais áreas seriam afetadas

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, sem apresentar provas, que os dados públicos usados para avaliar a situação fiscal do país são “manipulados”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (31/8), durante entrevista à TV Jovem Pan.
Caiado defendeu um ajuste fiscal com cortes em supersalários, emendas impositivas e subsídios. Apesar disso, o ex-governador de Goiás disse que ainda não é possível dizer quais setores seriam atingidos pelas medidas.

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Ver todasAo falar sobre as contas públicas, Caiado comparou o cenário atual ao período que antecedeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, os números apresentados pelo governo não refletiriam a realidade fiscal.
“Você se lembra quando nós votamos o impeachment da Dilma, e que eles diziam que o furo era aquele quando o Temer assumiu. E a verdade, o que que era? Então, você sabe que isso aí está tudo manipulado. Você queria apresentar um superávit de 0,1% e você sabe que nós já estamos com déficit”, afirmou.
Candida não detalha áreas atingidas
- O candidato disse que pretende adotar no governo federal medidas semelhantes às que implementou em Goiás.
- No estado, Caiado determinou um corte de 25% no duodécimo, valor repassado pelo Executivo aos poderes Legislativo e Judiciário.
- Questionado sobre quais áreas poderiam sofrer cortes nos subsídios, porém, afirmou que ainda não é possível definir.
- Para ele, nenhum candidato teria condições de apresentar, neste momento, uma lista detalhada.
- “Você tem aí uma situação obscura do governo. Você não tem noção do governo. Exigir de qualquer candidato neste momento que ele realmente já saiba o que ele vai fazer é exigir um achismo”, declarou.
Auditoria
Caiado afirmou que, caso seja eleito, pretende fazer uma auditoria nas contas e nos programas que recebem recursos públicos para identificar onde os cortes poderiam ser feitos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO candidato defendeu que incentivos e subsídios sejam avaliados de acordo com os resultados apresentados.
Na avaliação dele, empresas que usam benefícios para gerar empregos e aumentar a arrecadação devem ser mantidas, enquanto as que fazem uso indevido devem ser alvo de cortes.
“Se você gerou emprego, usou o incentivo de forma correta, gerou emprego e gerou arrecadação para o Estado, ótimo. Agora, se você usou esse incentivo para comprar apartamento em Miami, comprar um jatinho, você está usando o dinheiro de forma indevida do Estado. É auditoria que faz com que você chegue a isso, e não achismo”, afirmou.
O ex-governador também disse que pretende negociar eventuais cortes com os Três Poderes com base na experiência adquirida em Goiás e no que chamou de “autoridade moral”.









