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Brasil

"Cadê mamãe?", diz sobrevivente de tiros de PM que mataram mãe e irmã

Criança de 5 anos relatou que mãe estava esfriando comida das filhas, quando padrasto entrou dando tiros. Mãe e filha de 3 anos morreram

20/12/2022 11:09, atualizado 20/12/2022 16:31
Reprodução
Elaine Barbosa de Sousa e a filha Ágatha Maria assassinadas soldado PM Rio Verde Goias - Metrópoles

Sobrevivente de um ataque a tiros do padrasto, a pequena Sara, de 5 anos, saiu do hospital perguntando pela mãe e irmã, Elaine Barbosa de Sousa e a filha Ágatha Maria, de 3 anos, respectivamente.

Mãe e filha foram assassinadas a tiros pelo soldado da PM de Goiás, Rafael Martins, na última quarta-feira (14/12). Rafael era padrasto das crianças e marido de Elaine.

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Ele matou a mulher e a enteada a tiros
Mãe e filha: Elaine e Ágatha foram assassinadas por PM
PM está detido no presídio militar de Rio Verde (GO)
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PM está detido no presídio militar de Rio Verde (GO)

Divulgação/PMGO
Ele matou a mulher e a enteada a tiros
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Ele matou a mulher e a enteada a tiros

Reprodução/TV Anhanguera
Mãe e filha: Elaine e Ágatha foram assassinadas por PM
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Mãe e filha: Elaine e Ágatha foram assassinadas por PM

Reprodução

“Sara saiu do hospital e perguntou: ‘Cadê a mamãe? Pega a mamãe pra ir pro hospital, a maninha também [sic.]. É muito triste’”, contou Frank Bonifácio, pai biológico das meninas, ao G1 Goiás.

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Segundo depoimento de uma enfermeira, Sara relatou que a mãe estava esfriando a comida das crianças, quando o PM chegou repentinamente e efetuou os disparos. Elaine e Ágatha morreram no local. Sara foi baleada na perna e sobreviveu.

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Não confiava

O soldado Rafael Martins foi preso em flagrante. A PM disse que lamenta o crime e que presta apoio às vítimas. Frank relatou que não confiava no soldado e tinha medo de deixar ele perto das filhas, que tinham a guarda compartilhada.

“Nunca tivemos uma conversa amigável. Isso pra mim não é justiça, ele ficar em presídio militar. Ele ainda é PM, recebe salário e tem regalias. Quem vê justiça nisso?”, lamentou ainda Frank.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás.