Brumadinho: polícia identifica nova vítima de rompimento de barragem

Após 1.229 dias da tragédia, corpo de vítima foi identificado pela Polícia Civil. Trata-se de Olímpio Gomes Pinto, 56 anos

atualizado 07/06/2022 13:37

Redes sociais/reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou, nesta terça-feira (7/6), mais uma vítima do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho. Trata-se de Olímpio Gomes Pinto, 56 anos (foto em destaque). Ele era funcionário terceirizado da mineradora e atuava como auxiliar de sondagem.

A informação foi confirmada ao Metrópoles pela Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão (Avabrum).

Em nota, a entidade prestou solidariedade aos familiares da vítima. Segundo a associação, o corpo foi localizado após 1.229 dias de espera.

“Cada enterro, uma lembrança; cada lembrança uma memória; cada memória uma dor. Seguimos firmes e lutando para que todas as joias sejam encontradas e para que todos os familiares tenham o alento do encontro”, defendeu a Avabrum nas redes sociais.

Outras quatro pessoas continuam desaparecidas, mesmo após mais de 3 anos e 4 meses da tragédia, ocorrida em 25 de janeiro de 2019. Até o momento, passam de 270 as mortes causadas pelo rompimento da barragem da mineradora.

Julgamento

A localização do corpo de mais uma vítima ocorre um dia após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitar recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reconhecendo a competência da Justiça estadual para processar os considerados responsáveis por homicídios resultantes do caso.

A decisão de Fachin restabelece o recebimento da denúncia e os demais atos decisórios até então praticados na ação penal movida pela procuradoria do Estado. O MPMG busca responsabilizar o ex-presidente da Vale e outras 15 pessoas, incluindo diretores da empresa e executivos da alemã Tüv Süd, pelo desastre resultante da falha das barragens.

Trata-se de uma ação penal que denuncia os envolvidos por homicídio qualificado por 270 vezes e por crimes contra a fauna e a flora e de poluição.

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