“Brinde Amargo”: homem é preso por vender bebidas falsificadas no ES

Homem disse que comprava bebidas de um fornecedor em SP. Até o momento, Espírito Santo não tem casos suspeitos de intoxicação por metanol

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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2/10), a operação Brinde Amargo, que resultou na prisão em flagrante de um suspeito por comercialização de bebidas alcoólicas falsificadas. Durante o depoimento, o homem confessou que adquiria as bebidas de um fornecedor em São Paulo, sem nota fiscal. O Brasil vive uma crise relacionada aos casos de intoxicação por metanol, químico usado na indústria como solvente e na produção de combustíveis, adicionado em bebidas adulteradas. Até o momento, o estado não notificou nenhum caso suspeito.

Segundo a polícia, a investigação teve início em julho deste ano, a partir de uma denúncia da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) sobre a venda de uísques, gins e vodcas adulterados por meio de um perfil em uma rede social. A partir das diligências, a equipe identificou um homem, de 24 anos, como o principal responsável pelo esquema.

“Durante a apuração, foram realizadas compras monitoradas, que permitiram localizar a residência do investigado, no bairro Aquidaban, e um depósito utilizado para armazenamento das bebidas falsificadas, situado no bairro Ferroviários. Ambos os bairros ficam situados em Cachoeiro de Itapemirim”, explicou o chefe da Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, delegado Rômulo Carvalho Neto.

Nesta quinta, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o suspeito confessou o crime e levou os policiais até o depósito. No local, peritos, juntamente com um especialista da Abrabe, constataram a falsificação de diversas garrafas de marcas conhecidas.

Exames preliminares confirmaram a adulteração dos produtos.

Já na casa do homem foram apreendidos dinheiro, aparelhos celulares, equipamentos de informática, adesivos da distribuidora clandestina e uma máquina de cartão.

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“Em depoimento, o suspeito afirmou que adquiria as bebidas de um fornecedor em São Paulo, sem nota fiscal, e mesmo ciente da origem duvidosa, continuava a vendê-las devido ao baixo custo. Ele relatou vender, em média, 19 caixas por semana, cada uma contendo 12 garrafas, para consumidores e estabelecimentos do sul do Espírito Santo”, disse o delegado.

O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim e autuado em flagrante ela prática do crime previsto no artigo 272, §1º e §1-A do Código Penal Brasileiro, que trata da falsificação de produtos destinados ao consumo humano, cuja pena varia de 4 a 8 anos de reclusão.

Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim (CDPCI).

O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim e autuado em flagrante ela prática do crime previsto no artigo 272, §1º e §1-A do Código Penal Brasileiro, que trata da falsificação de produtos destinados ao consumo humano. A pena varia de 4 a 8 anos de reclusão. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim (CDPCI).

Segundo o Ministério da Saúde, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) recebeu 59 notificações de casos suspeitos de intoxicação por metanol em todo o Brasil, dos quais 11 foram confirmados – todos no estado de São Paulo. Além de SP, Pernambuco e o Distrito Federal têm casos suspeitos em investigação.

Até o momento, uma morte, em São Paulo, foi confirmada como causada pela intoxicação e outras sete estão em investigação – cinco em SP (três na capital e dois em São Bernardo) e duas em Pernambuco.

O metanol, também conhecido como álcool metílico, é usado na indústria como solvente e na produção de combustíveis, tintas e plásticos. O composto químico é extremamente tóxico para humanos: sua ingestão gera compostos tóxicos no organismo, que atacam o sistema nervoso central e podem causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo se consumido em pequena dose

A Polícia Civil do Espírito Santo reforça o alerta à população sobre os riscos à saúde causados pelo consumo de bebidas alcoólicas falsificadas e orienta que se desconfie de produtos vendidos a preços muito abaixo do valor de mercado.

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