Brasil tem dois casos positivos da variante Deltacron, diz Queiroga

De acordo com Marcelo Queiroga, os primeiros casos registrados no Brasil são de moradores do Amapá e do Pará

atualizado 15/03/2022 12:08

Fotografia colorida. Pessoas caminham em calçada com máscaras e sacolas nas mãosShutterstock

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta terça-feira (15/3), que o Brasil registrou os dois primeiros casos positivos da variante Deltacron da Covid-19. A cepa, identificada pela primeira vez na França, combina características das mutações Delta e Ômicron.

De acordo com Queiroga, as ocorrências constatadas no Brasil são de moradores do Amapá e do Pará. “Nós monitoramos todos esses casos. Isso é fruto do fortalecimento da capacidade de vigilância genômica no Brasil”, explicou.

Questionado se a situação é motivo para preocupação, o ministro afirmou que a variante Deltacron requer “monitoramento”.

“Essa variante é de importância e requer monitoramento. As autoridades sanitárias estão aqui, diante dessas situações, para tranquilizar a população brasileira. As medidas são as mesmas. Se eu tivesse que indicar uma medida, seria a aplicação da dose de reforço. Se você não tomou, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de onde você mora”, convocou Queiroga.

O Norte do país é um dos focos do Ministério da Saúde nas campanhas para incentivar a vacinação contra a Covid-19, uma vez que os índices de imunização nos estados da região são baixos, se comparados aos de outras unidades da Federação.

Segundo o titular da pasta federal, os estados do Amapá e de Roraima ainda apresentam baixa cobertura vacinal. De acordo com o Consórcio de Veículos de Imprensa*, no Amapá, apenas 45,5% da população está imunizada com as duas doses. Em Roraima, o índice é de 47,9%.

“Vocês conhecem a Região Norte. O estado do Amazonas é aquela maravilha, mas há cidades que nós só conseguimos ter acesso por meio de barcos, de avião. Então, não é uma tarefa simples. Nós fizemos ações que culminaram no aumento da vacinação. Ainda temos o estado de Roraima e o estado do Amapá, que têm uma cobertura mais baixa, mas vamos nos empenhar para ampliar essa cobertura e isso só vai ser possível com a conscientização da população brasileira”, ressaltou o ministro.

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*O Consórcio de Veículos de Imprensa é composto por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha de S. Paulo e UOL.

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