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Brasil

Brasil se disponibiliza para receber reunião entre Venezuela e Guiana

Venezuela e Guiana travam disputa por direito sobre o território de Essequibo. Governo brasileiro tenta evitar escalada no conflito

Mateus Salomão14/12/2023 21:35
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Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida mostra aperto de mão entre líderes da guiana e da venezuela ao término de reunião sobre essequibo - Metrópoles

O Brasil se disponibilizou a sediar a próxima reunião entre o presidente da Guiana, Irfaan Ali, e o da Venezuela, Nicolás Maduro. O primeiro encontro entre os líderes ocorreu nesta quinta-feira (14/12).

A reunião terminou com um aperto de mãos e a indicação de continuidade do diálogo. Vídeo divulgado pelo governo venezuelano mostra o encerramento do encontro, que ocorreu em São Vicente e Granadinas.

Por meio do X (antigo Twitter), a conta da Presidência da Venezuela indicou que o diálogo continua. ” O aperto de mão sela a vontade da Venezuela e da Guiana de continuar o diálogo a fim de resolver a controvérsia em relação ao território de Essequibo”, escreveu.

O encontro tem entre os intermediadores o Brasil e tenta evitar a escalada das tensões para um conflito armado. A reunião entre autoridades da Guiana e da Venezuela ocorreu na sede da Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe (Celac) e da Comunidade do Caribe (Caricom).

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Presidente Nicolás Maduro convocou referendo
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Encontro entre Venezuela e Guiana
Maduro mostra mapa da Venezuela com indexação de parte da Guiana que será distribuído em escolas
Mapa da região em disputa entre Venezuela e Guiana
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Mapa da região em disputa entre Venezuela e Guiana

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Presidente Nicolás Maduro convocou referendo
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Presidente Nicolás Maduro convocou referendo

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Encontro entre Venezuela e Guiana

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Maduro mostra mapa da Venezuela com indexação de parte da Guiana que será distribuído em escolas
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Maduro mostra mapa da Venezuela com indexação de parte da Guiana que será distribuído em escolas

Reprodução

Entenda o conflito

No centro da disputa está a província de Essequibo, uma área de 159.500 km², que representa cerca de 70% do território da Guiana. O interesse pelo domínio da região se acirrou após a descoberta de grandes jazidas de petróleo, em 2015. Novas descobertas do recurso em outubro deste ano elevaram a pressão na disputa pela região.

A Guiana alega que o litígio foi resolvido em 1899, por meio da Sentença Arbitral de Paris que determinou as fronteiras dos territórios da Guiana Britânica. O governo da Venezuela, por outro lado, alega que o Acordo de Genebra de 1966 reconhece a reivindicação venezuelana.

No último domingo (3/12), o governo da Venezuela promoveu um plebiscito em que consultou a população a respeito da possibilidade de anexar a província de Essequibo. A consulta terminou com 96% dos cidadãos votantes favoráveis à anexação do território.

O Acordo de Genebra, de 1966, envolve o Reino Unido e a Venezuela. Nele, a Venezuela tem direitos de soberania sobre a região de Essequibo, que está dentro da Guiana. Assim, estabeleceu-se que os venezuelanos e guianeses formariam uma comissão que solucionasse o problema de fronteira.

Como o caso ficou sem solução, o assunto foi levado a Organização das Nações Unidas (ONU) nos anos 80 – onde ficou acordado, somente em 2018, que o caso seria julgado pela Haia da Corte Internacional de Justiça (ICJ).

No último domingo (3/12), o governo da Venezuela promoveu um plebiscito em que consultou a população a respeito da possibilidade de anexar a província de Essequibo. A consulta terminou com 96% dos cidadãos favoráveis à anexação do território.

Diante do resultado, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou seis decretos, para dar continuidade à anexação de parte do território da Guiana.

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