Brasil condena ataque de Israel que matou civis e jornalistas em Gaza

Em nota, Itamaraty convoca comunidade internacional e ONU a instaurar investigação independente sobre o bombardeio contra hospital

atualizado

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1 de 1 imagem colorida mostra palácio itamaraty - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Ministério das Relações Exteriores condenou o bombardeio israelense que atingiu o hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. O ataque ocorreu na manhã dessa segunda-feira (25/8) e deixou ao menos 20 mortos, entre eles trabalhadores humanitários e cinco jornalistas.

Em nota, o Itamaraty convoca a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) a instaurar uma investigação “independente, imparcial e transparente” para garantir a responsabilização dos autores do ataque.

A pasta reiterou que órgãos de saúde, como hospitais e unidades médicas, têm proteção contemplada pelo Direito Internacional Humanitário, e que ataques a tais instalações podem configurar crime de guerra.

“O bombardeio contra o hospital Nasser soma-se a um padrão reiterado de violações perpetradas pelo governo de Israel contra a população palestina. A responsabilização por tais atos é condição essencial para evitar sua repetição e assegurar justiça às vítimas”, diz o comunicado.

O governo brasileiro, ao reforçar o apelo pelo cessar-fogo do conflito na Faixa de Gaza, também pediu que o governo de Israel assegure aos jornalistas o direito de desempenhar o trabalho livremente e em segurança, e que derrube restrições à entrada de tais profissionais e de ajuda humanitária no território.

O que ocorreu no Hospital Nasser

Segundo autoridades palestinas, o bombardeio aconteceu em duas etapas: a primeira matou o cinegrafista Hossam al-Masri, da Reuters, e a segunda atingiu outros jornalistas, além de equipes de resgate e médicos que tentavam prestar socorro.

Entre as vítimas confirmadas estão:

  • Hossam al-Masri, fotojornalista da Reuters
  • Mohammed Salama, jornalista da Al Jazeera
  • Mariam Abu Daqa, freelancer que colaborava com a Associated Press e o Independent Arabic
  • Moaz Abu Taha, freelancer que trabalhava para a NBC
  • Ahmed Abu Aziz, freelancer do site Middle East Eye

O fotógrafo Hatem Khaled, da Reuters, ficou ferido.

A mídia israelense afirmou que um dos motivos do ataque ao hospital Nasser teria sido a descoberta de uma suposta câmera instalada no centro médico, identificada por um civil israelense.

Segundo as emissores Channel 12 e 14, a câmera estava instalada em um dos andares do hospital. Sem apresentar provas concretas, os canais afirmaram que ela servia para o Hamas observar a movimentação das Forças de Defesa de Israel (FDI) na região.

Apesar das acusações, não há provas de que profissionais de imprensa estariam atuando no centro médico para ajudar o grupo palestino. Imagens anteriores ao bombardeio mostram que o local atingido costumava ser utilizado por jornalistas, que cobrem o conflito diretamente de Gaza.

As FDI reconheceram ter atingido a área do hospital. O chefe do Estado-Maior ordenou uma investigação interna.

Em comunicado, o Exército afirmou que não tem como alvo jornalistas e lamentou “qualquer dano a indivíduos não envolvidos”, enfatizando que “não tem como alvo os jornalistas”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lamentou o ataque e classificou o episódio como um “acidente trágico”.

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