Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Bombeiro bêbado que matou ciclista não tem problema mental, diz laudo

Médico afirma que o bombeiro era “inteiramente capaz de entender seu caráter ilícito” e fez discurso "efetivamente distante e frio”

Daniele Dutra11/04/2022 13:59, atualizado 11/04/2022 15:27
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Reprodução
Bombeiro bêbado que matou ciclista não tem problema mental, diz laudo

Rio de Janeiro – O capitão do Corpo de Bombeiros João Maurício Correia Passos, que responde pelo atropelamento e morte do ciclista Cláudio Leitte da Silva, de 52 anos, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, não sofre de problemas mentais, segundo laudo médico.

O documento do Instituto de Perícias Heitor Carrilho, atesta que o agente não apresenta sinais clínicos de doença mental tampouco de dependência química. A informação foi revelada pelo Extra.

Bombeiro bêbado que matou ciclista não tem problema mental, diz laudo - destaque galeria
4 imagens
Cláudio Leite de Silva
João Maurício com garrafas de vodca e uísque horas antes do atropelamento
João Maurício Correia Passos foi afastado de suas funções no Corpo de Bombeiros
Estado do carro após o atropelamento
1 de 4

Estado do carro após o atropelamento

Reprodução/TV Globo
Cláudio Leite de Silva
2 de 4

Cláudio Leite de Silva

Reprodução/TV Globo
João Maurício com garrafas de vodca e uísque horas antes do atropelamento
3 de 4

João Maurício com garrafas de vodca e uísque horas antes do atropelamento

Reprodução
João Maurício Correia Passos foi afastado de suas funções no Corpo de Bombeiros
4 de 4

João Maurício Correia Passos foi afastado de suas funções no Corpo de Bombeiros

Foto: Reprodução/Polícia Civil

Entretanto, o bombeiro é usuário nocivo de álcool e na ocasião, vídeos divulgados após o acidente, mostram que ele estava bebendo vodka e uísque em um posto de gasolina minutos antes de dirigir.

O exame indica que o capitão era totalmente capaz de entender o caráter criminoso do fato, que ocorreu em 11 de janeiro de 2021, na Avenida Lúcio Costa, zona oeste da cidade, e deixou o taxista que pedalava uma bicicleta, morto.

Laudo médico

Segundo o médico psiquiátrico Carlos Roberto Alves de Paiva, que fez a avaliação, disse que na história de vida de João Maurício Correia Passos em momento algum se evidencia descuido com a organização pessoal ou cuidados com a integridade física, características dos dependentes químicos do álcool.

Na narrativa do próprio bombeiro, não há provas de licenciamento do trabalho ou de tratamentos anteriores ao atropelamento por causa do suposto vício, atesta o médico.

No dia da perícia, determinado pela juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, da 31ª Vara Criminal da capital, o bombeiro compareceu com roupas que aparentam “apuro e vaidade”, de porte físico a demonstrar “cuidados regulares com a sua saúde pessoal”, diz o médico.

Segundo o profissional, a atitude faz parte de “conjunto de sinais que não combinam com uma história clínica comum daqueles que são efetivamente dependentes químicos de álcool”.

O médico ainda cita que o bombeiro fez “discurso claramente organizado previamente, mas efetivamente distante e frio”. Para o médico, ele descreveu de maneira teatralizada sua condição de inconsciência ao ter, segundo ele, permanecido na sequência imediata aos fatos, jogado num córrego onde habitam jacarés até recobrar a consciência.

Mesmo estando sob o efeito do álcool no momento do acidente, o médico atesta que não há dados que comprovem sua versão de inconsciência naquele momento, e conclui que ele era “inteiramente capaz de entender seu caráter ilícito”.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters