Bolsonaro sobre futuro PGR: “Não será alinhado com o governo”

O presidente pretende indicar o próximo titular da PGR na semana que vem. Ele assumirá o posto de Raquel Dodge

Andre Borges/Esp. MetrópolesAndre Borges/Esp. Metrópoles

atualizado 10/08/2019 14:42

O presidente Jair Bolsonaro (PSL)declarou, neste sábado (10/08/2019), que o futuro chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) não será alinhado com o governo, mas com o Brasil. Ele pretende indicar o próximo titular da PGR na semana que vem, que assumirá o posto de Raquel Dodge.

“Não é com o governo, é com o Brasil”, respondeu Bolsonaro, quando questionado se o escolhido será alinhado com o governo. “É igual meus ministros; não estão alinhados comigo. Cada ministro conhece a sua pasta. Agora todos que vieram trabalhar comigo sabiam que eu era contra o Estatuto do Desarmamento, o que eu pensava de tudo, sabiam disso aí.”

Bolsonaro disse que a escolha do PGR será a mais importante do mandato. “Lógico, é igual casamento, né?”, disse o presidente, na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.

O chefe do Palácio do Planalto disse ainda que a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira nos Estados Unidos vai ser aprovada pelo Senado.

O presidente deve oficializar a indicação – que precisa do aval dos senadores – nos próximos dias. “Não sei, o Congresso decide, né? Eu acho, meu sentimento é que passa”, disse o presidente quando questionado se a indicação de Eduardo passaria facilmente no Senado. Ele observou que tem uma minoria na Casa que sempre vota contra.

Previdência e capitalização
Sobre a reforma da Previdência, que também está no Senado, o presidente disse não saber se há votos suficientes no momento. “Não sei, sou ruim de matemática. Não, de matemática eu sou bom. Sou ruim de economia”, disse Bolsonaro.

Ele emendou. “É uma proposta de emenda à Constituição, tem a ver com o futuro do Brasil. A gente quebra daqui a um ou dois anos, acabou”, declarou o presidente, ao fazer referência à necessidade de aprovar a medida.

 Bolsonaro adiantou que deseja enviar uma proposta com o sistema de capitalização na Previdência “tão logo se resolva” a reforma aprovada na Câmara e que tramita no Senado.

“A ideia é enviar brevemente tão logo se resolva a Previdência”, disse Bolsonaro sobre a proposta. Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, declarou que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o sistema de capitalização deve ser enviada ainda durante a tramitação da reforma da Previdência no Senado.

O presidente defende que os senadores não alterem a proposta que muda o sistema de aposentadorias aprovada na Câmara para evitar que o texto retorne aos deputados federais. “No que depender de mim, eu não emendaria essa proposta que chegou agora no Senado.”

Perguntado sobre uma proposta paralela para incluir Estados e municípios na reforma, texto que está sendo articulado por senadores, Bolsonaro disse não ter “nada a ver com isso”. “Os Estados têm que resolver seus problemas, estão com dificuldades também. Eu não queria reforma da Previdência. Você quer fazer quimioterapia? Não quer, mas se estiver com câncer tem que se submeter a ela. Essa é a situação do Brasil.”

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