Bolsonaro sobre formação superior: “Diploma na parede não é garantia de emprego”

O presidente disse ser contra medida proposta por Rui Costa de que universidades públicas passem a cobrar mensalidades de famílias ricas

Marcos Corrêa/Presidência da RepúblicaMarcos Corrêa/Presidência da República

atualizado 23/05/2019 15:34

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta quinta-feira (23/05/2019) que é contra a proposta aventada pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), de que as famílias mais abastadas paguem pelo estudo de seus filhos em universidades públicas do país.

Para Bolsonaro, uma medida como a sugerida pelo governador “espantaria” os estudantes com esse perfil familiar para universidades estrangeiras. Bolsonaro chegou a citar o destino de Portugal, cujas universidades acolhem muitos alunos brasileiros.

“Se as universidades públicas começarem a cobrar R$ 3 mil em mensalidade dos alunos, vai ter fuga em massa nos cursos de graduação do Brasil. Eu sou contra uma medida como esta, porque o pai vai preferir pagar para o filho estudar em outros países”, disse o presidente da República.

Uma semana após a realização de manifestações em todo o país contra os contingenciamentos impostos a universidades, Bolsonaro opinou, na manhã desta quinta, que acredita mais na eficiência de um “bom curso técnico” do que na eficácia, necessariamente, do curso superior. Ele voltou a defender o aporte de mais recursos no ensino básico, uma de suas bandeiras de governo.

“Diploma na parede não é garantia de emprego. Acho até que quem possui um bom curso técnico tem mais chance de conseguir um emprego”, afirmou o presidente aos jornalistas convidados para participar de café da manhã no Palácio do Planalto. O Metrópoles estava entre os presentes.

Nessa quarta (22/05/2019), o governo se viu obrigado a recuar da decisão de bloquear recursos destinados à Educação. O Ministério da Economia informou que vai usar uma parte da chamada “verba de contingência”, um total de R$ 5,37 bilhões, para compensar a perda de arrecadação estimada neste ano e, assim, recompor o orçamento da Educação e do Meio Ambiente, alvos de cortes.

Bola de cristal
Ao ser questionado sobre quantos empregos as reformas que estão na pauta do governo poderiam gerar, Bolsonaro não soube estimar. “Até com bola de cristal fica difícil”. O presidente, no entanto, reclamou da atual conjuntura, segundo a qual, está muito complicado para os empresários manterem seus empregados.

“Os salários são altos para o patrão e baixos para o empregado. Temos mais de quatro milhões de ações trabalhistas em curso, um cenário muito difícil de se enfrentar”, afirmou Bolsonaro.

Café da manhã
Nesta quinta-feira, foi realizado o quinto café da manhã do presidente com jornalistas convidados. Além do Metrópoles, 16 meios de comunicação marcaram presença. Veja quem participou:

  • Metrópoles – Lilian Tahan
  • Globo – Andréia Sadi
  • Record – Celso Freitas
  • SBT – Ederson Granetto
  • Band – Rodrigo Orengo
  • EBC – Alexandre Graziani
  • Rede TV – Daniela Albuquerque
  • Rede Vida – Denise Rothenburg
  • Site Poder 360 – Paulo Silva Pinto
  • Rádio Nacional – Luciano Seixas
  • Rede CNT – Anderson Arcoverde da Silveira
  • Jornal do Comércio – Laurindo Ferreira
  • Site Crítica Nacional – Paulo Eneas
  • Site Estudos Nacionais – Tatiana Gouveia
  • Site Terça Livre – Allan dos Santos
  • Correio do Povo – Telmo Flor
  • Site Senso Incomum – Flávio Morg

Últimas notícias