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Brasil

Bolsonaro repudia golpe, mas afirma "estudo" dentro da Constituição

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi interrogado por quase três horas na Primeira Turma do STF, na tarde desta terça-feira (10/6)

10/06/2025 17:17, atualizado 10/06/2025 17:29
Antonio Augusto/STF
Ex-presidente Jair Bolsonaro e réus e investigado por supostamente golpe de Estado no Brasil STF - Metropoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi interrogado nesta terça-feira (10/6) por cerca de três horas na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante os questionamentos, Bolsonaro destacou que a ideia de um possível golpe de Estado é algo abominável, mas reforça que “estudos” dentro da Constituição Federal foram feitos.

Após os interrogatórios do ex-comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier, do ex-ministro Anderson Torres e do general Augusto Heleno, na manhã desta terça-feira (10/6), o STF interrogou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta tarde. O político foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O interrogatório durou pouco mais de 3 horas.

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“Da minha parte e dos militares, nunca se falou em golpe. Golpe é uma coisa abominável. O golpe até seria fácil de começar, é o after day [depois do dia, em tradução livre] que é simplesmente imprevisível. O Brasil não poderia passar com uma experiência dessa, não foi sequer cogitada essa hipótese de golpe no meu momento”, ressaltou.

Bolsonaro também detalhou uma reunião com generais e outras autoridades militares onde foi sondado possibilidades dentro das quatro linhas da Constituição.

“Conforme falou o general Freire Gomes, talvez foi nessa reunião, nós estudamos possibilidades outras dentro da Constituição, ou seja, jamais saindo das quatro linhas. Como o próprio comandante [Freire Gomes] falou, tinha que ter muito cuidado com a questão jurídica porque não podíamos fazer nada fora disso”, disse Bolsonaro.

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Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil
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O interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro
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Na audiência da última segunda, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que Bolsonaro teria “enxugado” uma suposta minuta do golpe, fato negado na sessão desta terça pelo ex-presidente.

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“Eu queria ter acesso a essa minuta. A minuta está nos autos. Mas não tem um cabeçalho, não tem um fecho, tem uns considerandos ali apenas, tá? Isso foi colocado numa tela de televisão e mostrado de forma rápida ali, mas não, a discussão sobre esse assunto já começou sem força, de modo que nada foi à frente”, afirmou Bolsonaro a Moraes.

Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil. Ele pertence ao núcleo 1, também chamado de núcleo crucial do caso, conforme denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).