O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que desconsidere parecer enviado pela gestão de Michel Temer sobre a paralisação dos caminhoneiros no ano passado, segundo a Folha de S.Paulo. No documento, o governo aponta que o movimento da categoria conspirou contra o bem-estar social, abusou do direito de greve e feriu a live concorrência.

Bolsonaro, no entanto, disse ao STF que essas afirmações “não podem ser consideradas como entendimento desta Secretaria Especial”, em referência à Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, comandada por Carlos Costa.

O parecer, enviado em 2018, faz parte da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para questionar a tabela do frete, que foi estabelecida para colocar um ponto final na paralisação. O relator do caso no Supremo é o ministro Luiz Fux.

Paralisação
No ano passado, os caminhoneiros fizeram greves pelo Brasil, bloquearam estradas e interromperam a recuperação da economia do país. O movimento durou 11 dias e, com ele, fretes aumentaram em mais de 100%, e a distribuição de combustível e de alimentos foi prejudicada, bem como o funcionamento do sistema de transporte público.

Na época, o presidente Bolsonaro disse, em entrevista ao jornal, que apoiava o movimento da categoria e conhecia a reivindicação dos caminhoneiros.