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Brasil

Bolsonaro mexeu na equipe de segurança, diz TV: promoveu o chefe do grupo

Trocas no grupo de segurança pessoal enfraquecem versão dada por ele sobre reunião ministerial, de que se queixava do desempenho da equipe

15/05/2020 22:33
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Jair Bolsonaro

Apesar de insistir, em sua defesa contra as acusações do ex-ministro Sergio Moro, que se referiu a dificuldades para mexer em sua segurança pessoal, e não na Polícia Federal, na reunião ministerial de 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) interferiu recentemente nesse setor – e promoveu o chefe da equipe.

Reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, nesta sexta-feira (15/05) mostrou que o governo promoveu no dia 31 de março deste ano o então chefe da segurança de Bolsonaro, general André Laranja Sá Correa, a comandante da Oitava Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, que fica no Rio Grande do Sul.

Para o lugar dele, foi promovido Gustavo Suarez, o número dois da diretoria do Departamento de Segurança Presidencial, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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Presidente Jair Bolsonaro
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Bolsonaro com o ministro Paulo Guedes, da Economia
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Bolsonaro com o ministro Paulo Guedes, da Economia

Reprodução/Redes Sociais

Apesar de alegar que reclamou na reunião – agora elemento no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) – de seu esquema de segurança, o presidente não só não  demitiu ninguém, como ameaçou em transcrições feitas pela AGU, como promoveu duas pessoas.

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Os demitidos desde então foram o então diretor-geral da PF Maurício Valeixo e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.

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Versões
Bolsonaro e seus ministros palacianos defendem que a fala era focada na segurança pessoal. Já investigadores envolvidos no inquérito entendem que o contexto da fala indica que Bolsonaro falava de interferir na Superintendência de Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Veja a frase do presidente:

“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar. Se não puder trocar, troca o chefe dele. Não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira.”

Na próxima segunda-feira (15/05) o ministro Celso de Mello, relator do inquérito, deve decidir se torna público ou não o vídeo da reunião – ou trechos.