Bolsonaro diz que Castello Branco não atacou fraudes e preços abusivos

A sequência de reajustes sobre os preços dos combustíveis tem incomodado sobretudo os caminhoneiros e o presidente da República

atualizado 01/03/2021 21:59

Presidente Jair Bolsonaro faz revisão em sua moto na concessionária Freedom do sia, na manhã desse sábado (30/1).Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) falou, nesta segunda-feira (1º/3), sobre o novo aumento do combustível, anunciado pela Petrobras para esta terça-feira (2/3). Na chegada ao Palácio do Alvorada, o chefe do governo se aproximou de seus apoiadores e ironizou: “Gostaram do novo aumento da gasolina amanhã?”.

Em seguida, Bolsonaro voltou a criticar a gestão do ainda presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco: “Ele só sai depois do dia 20. Não quer dizer que o outro [Joaquim Silva e Luna] vá interferir, para evitar o pessoal do mercado aí falar um montão de besteira. Ou melhor, o pessoal especular no mercado”.

“Mas a gente tem como atacar outras áreas: fraude, batismo, preço abusivo para diminuir o preço. Tá? Porque os dois anos que ele [Castello Branco] teve lá nada disso foi levado em conta. Buscar maneiras de ter mais refinarias no Brasil. Eu sei que demora, mas tem que começar. Mas tudo bem”, complementou.

Entenda

A sequência de reajustes sobre os preços dos combustíveis, que tem incomodado sobretudo os caminhoneiros, foi usada pelo próprio Bolsonaro para justificar a saída do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

O general Joaquim Silva e Luna, atual comandante da Itaipu binacional, foi escolhido por Bolsonaro para presidir a estatal.

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (1º/3), novo reajuste sobre o preço de combustíveis vendidos às refinarias. A partir desta terça-feira (2/3), a gasolina sofrerá alta de R$ 0,1240 (4,7%) e o diesel, de R$ 0,1294 (5%).

Este é o nono aumento seguido, o quinto somente neste ano, promovido pela Petrobras no valor da gasolina. Já o preço do diesel emplaca sequência de oito altas consecutivas.

0

Últimas notícias