Bolsonaro deixa prisão sob forte escolta e é internado em hospital

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado no DF Star, nesta quarta-feira (24/12), e passará por cirurgia no Natal

atualizado

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Bolsonaro chega até hospital
1 de 1 Bolsonaro chega até hospital - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) deixou a prisão, na manhã desta quarta-feira (24/12), por volta das 9h29, e seguiu para ser internado no Hospital DF Star, em Brasília (DF), onde chegou às 9h33. Preso na Superintendência da Polícia Federal desde o dia 22 de novembro, Bolsonaro deixa o local pela primeira vez desde que chegou.

Bolsonaro saiu da PF escoltado por um comboio formado por viaturas da Polícia Federal, além de batedores da Polícia Militar (PM) e da Polícia Penal, e entrou na unidade de saúde pela garagem. No DF Star, que fica a cerca de 1,5 km da PF, será vigiado por dois policiais na porta de seu quarto, além de seguranças na entrada do hospital.

O ex-presidente passa a véspera de Natal no hospital em preparação para reparar duas hérnias inguinais nesta quinta-feira (25/12), dia de Natal. O Metrópoles teve acesso à informação de que, logo após chegar ao hospital, o ex-presidente fez exames e tomou medicações para, então, seguir para o quarto. Não há, ainda, previsão de alta.

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Ex-presidente Jair Bolsonaro é conduzido pela Polícia Federal ao Hospital DF Star
Polícia Federal conduz o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Hospital DF Star, onde o ex-presidente fará cirurgia
Polícia Federal conduz Jair Bolsonaro ao hospital
Polícia Federal conduz Jair Bolsonaro ao hospital
PF conduz o ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital
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Decisão de Moraes

A autorização para a cirurgia foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos processos da trama golpista. Moraes tomou a decisão após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar favorável à realização do procedimento cirúrgico.

A necessidade de cirurgia está embasada por laudo da Polícia Federal, entregue ao STF depois de a perícia identificar duas hérnias inguinais. Nessa terça (23/12), a defesa do ex-presidente indicou as datas após Bolsonaro cancelar entrevista que concederia ao Metrópoles alegando “motivos de saúde”.


Veja o que está na decisão de Moraes:

  • O transporte e a segurança de Bolsonaro deverão ser realizados pela Polícia Federal, de maneira discreta, e o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital.
  • A Polícia Federal deverá, previamente, entrar em contato com o diretor do Hospital DF Star, Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para combinar os termos e as condições da internação.
  • A Polícia Federal deverá providenciar a completa vigilância e segurança de Bolsonaro durante sua estadia, bem como do DF Star, mantendo equipes de prontidão. A corporação deverá garantir, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, disponibilizando, no mínimo, dois policiais federais na porta do quarto do hospital, e as equipes que entender necessárias dentro e fora da instituição de saúde.
  • Está vedado o ingresso, no quarto hospitalar, de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a PF assegurar o cumprimento da restrição.
  • Fica autorizada a presença da esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação, observadas as regras do hospital.
  • As demais visitas somente poderão ocorrer com prévia autorização judicial.

Com a autorização, Bolsonaro deve realizar a cirurgia e voltar para a prisão, na Superintendência da PF em Brasília, assim que receber alta médica.

Pedido para cirurgia

  • Em 14 de dezembro, Bolsonaro realizou exames de ultrassonografia que identificaram duas hérnias inguinais.
  • Os médicos do ex-presidente recomendaram que ele fosse submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro.
  • No dia seguinte, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização a Moraes para a “realização urgente de procedimento cirúrgico”.
  • O ministro Alexandre de Moraes determinou o envio dos exames e laudos médicos apresentados pela defesa para análise de peritos da Polícia Federal, além de exigir que Bolsonaro passasse por uma perícia, que ocorreu  em 17 de dezembro.
  • No dia 19, Moraes autorizou o procedimento, após os laudos da PF constatarem a necessidade da cirurgia em caráter eletivo.
  • Nessa terça (23/12), a defesa de Jair Bolsonaro indicou as datas para a cirurgia.
  • Moraes, após manifestação da PGR, autorizou o procedimento para as datas pedidas pelos advogados.

O laudo da Polícia Federal apontou a necessidade de reparo cirúrgico em caráter eletivo e autorizou a realização do procedimento, desde que previamente agendado.

Segundo o laudo, embora não se trate de uma emergência, os peritos da PF recomendaram que o procedimento fosse realizado o mais breve possível, diante da piora do quadro clínico e do risco de complicações caso haja agravamento da condição.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após queimar a tornozeleira eletrônica que usava. No dia 25 daquele mês, Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.

Hérnia inguinal

A perícia médica do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente apresenta hérnia inguinal bilateral, condição que atinge os dois lados da região da virilha.

A hérnia ocorre quando uma parte do intestino ou de outro tecido interno “escapa” por um ponto enfraquecido da musculatura do abdômen, formando um caroço ou inchaço que pode causar dor e desconforto.

Exames realizados em agosto de 2025 não indicavam a presença das hérnias. Em novembro, médicos identificaram clinicamente uma hérnia em apenas um dos lados. Relatórios posteriores mantiveram o diagnóstico e, em dezembro, exames de imagem confirmaram que a condição passou a afetar ambos os lados da região inguinal.

Segundo os peritos, a piora do quadro pode estar relacionada ao aumento da pressão dentro do abdômen, associado a episódios de soluços persistentes e tosse crônica relatados por Bolsonaro.

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