Bolsonaro critica margem de lucro de distribuidoras e postos de combustível
“Está todo mundo errado”, disse o presidente. Ele mencionou nova reunião com equipe econômica nesta segunda-feira
atualizado
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Em conversa com apoiadores nesta segunda-feira (8/2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que os impostos federal e estaduais sobre os combustíveis são elevados e que as distribuidoras e os postos têm margem de lucro grande.
“O preço na refinaria é menos da metade do preço da bomba. Isso é fato. O preço na bomba é mais do dobro da refinaria. O que encarece? São os impostos e mais outras coisas também. O imposto federal é alto, o estadual é alto. A margem de lucro das distribuidoras é grande. E a margem de lucro dos postos também é grande”, disse o mandatário na saída do Palácio da Alvorada.
“Então, está todo mundo errado, no meu entendimento. Pode ser que eu esteja equivocado”, considerou Bolsonaro. A conversa do titular do Planalto com os simpatizantes foi divulgada no perfil do presidente no Facebook.
O chefe do Executivo anunciou que terá nova reunião com a equipe econômica nesta segunda-feira para tratar da redução do imposto federal, o Pis/Cofins, sobre o óleo diesel e, assim, tentar bater o martelo.
Bolsonaro anunciou, nos últimos dias, intenção de zerar o imposto incidente sobre o diesel, atualmente em R$ 0,33 por litro. Para que a redução do imposto seja feita, no entanto, é necessário que o governo aponte uma fonte de compensação.
“Como diminuir isso aí? Porque ninguém quer perder. Hoje, eu tenho uma reunião com a equipe econômica para ver – mais uma vez, né? Tive a semana passada, por duas vezes – hoje para ver se bate o martelo”, adiantou.
Segundo o presidente, a ideia é diminuir os impostos federais. “Agora, para diminuir, pela lei existente, eu tenho que arranjar um outro local para tirar dinheiro. A não ser que o Parlamento, se é que é possível, me dê autorização para diminuir sem apontar uma outra fonte para compensar isso que está sendo tirado”, pontuou.
Bolsonaro disse que, após a reunião com a área econômica, pode convidar governadores para tratar da redução do ICMS.
“Espero sair um bom entendimento da reunião com a equipe econômica hoje. Quem sabe convidar os governadores”, assinalou, sem citar data para encontro com os chefes dos estados.
Novo reajuste
Na semana passada, o chefe do Executivo federal afirmou que quer propor um projeto de lei ao Congresso Nacional para alterar o mecanismo de definição das alíquotas de ICMS pelos estados. A proposta é que o imposto venha seja um percentual aplicado no valor do diesel nas refinarias ou um valor fixo em cada litro de combustível, a ser definido pelas respectivas Assembleias Legislativas.
Sobre o novo reajuste no preço dos combustíveis, o mandatário antecipou que o aumento vai causar “uma chiadeira” justificada por parte da população.
“Vai ser uma chiadeira, com razão, vai. Eu tenho influência sobre a Petrobras? Não. Daí o cara fala: ‘Você é presidente do quê?’. Ô, cara, vocês votaram em mim, tem um montão de lei aí. Ou eu cumpro a lei ou vou ser ditador. E para ser ditador, vira uma bagunça o negócio. Ninguém quer ser ditador, e isso não passa pela cabeça da gente”, disse.










