Bolsonaro a nordestinos: “Nunca abandonaremos o nosso querido povo”

Presidente compartilhou no Twitter um vídeo em que é elogiado por uma apresentador de TV. "Criticamos alguns governadores", disse

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 21/07/2019 21:31

Na noite deste domingo (21/07/2019), o presidente Jair Bolsoanro (PSL) voltou a se defender após chamar os governadores nordestinos de “paraíbas”. Pelo Twitter, o chefe do Palácio do Planalto disse que “nunca abandonaremos o nosso querido povo nordestino”.

O presidente compartilhou um vídeo onde um apresentador de televisão comenta elogiosamente as ações que ele tem implementado na Paraíba. O comunicador cita como exemplo o apoio do governo federal para um empréstimo ao governo estadual junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) para obras no sertão.

O apresentador afirma que em governos anteriores, a negociação não deu certo. “Bolsonaro está com os olhos para a Paraíba”, cita, ao comemorar a visita do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a hospitais do estado. “Vamos torcer para dar certo”, conclui.

Bolsonaro, após chamar os governadores nordestinos de “paraíbas”,  passou o fim de semana se explicando. Agora, ele diz que apoia o nordeste. “Criticamos alguns governadores do Nordeste, mas nunca abandonaremos o nosso querido povo nordestino”, escreveu o presidente.

Veja a mensagem publicada por Bolsonaro:

Declarações em série
Neste sábado, (20/07/2019), o chefe do Palácio do Planalto atribuiu as reações a “ideologia” e a “manipulação de eleitores”. “Eles, os governadores, são unidos. Eles têm uma ideologia, perderam as eleições e tentam o tempo todo por meio da desinformação manipular eleitores nordestinos”, retrucou, ao sair do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência.

Bolsonaro ainda emendou: “Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba. Eles vivem esculhambando obras federais, que não são deles, são do povo.”

Nesta sexta-feira (19/07/2019), o presidente disse que “dos governadores de Paraíba, o pior é esse do Maranhão”. A frase foi dita ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, antes do início de um café da manhã com jornalistas estrangeiros. Artistas e políticos repudiaram a declaração.

Bolsonaro não vê problemas na fala. Segundo ele, foi “uma crítica em três segundos” e que a imprensa “fez uma festa” com a declaração. Se a repercussão atrapalharia as mudanças na aposentadoria, Bolsonaro disse que o Parlamento não “é tão raso”.

Repercussão
O governador Flávio Dino, alvo do ataque do presidente, disse nesta sexta-feira que também estuda recorrer à Procuradoria-Geral da República (PGR) para denunciar o pesselista por racismo.

Em nota coletiva, governadores do Nordeste repudiaram a postura do pesselista. “Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia”, diz o comunicado.

A bancada Maranhense na Câmara considerou a fala como “inaceitável”. “Na democracia, não é aceitável que um Presidente da República determine a um Ministro de Estado perseguição a um ente federado e, por consequência ao seu povo, por questões políticas”, destaca, em carta aberta.

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