Bolsonarista estava em churrasco antes de matar tesoureiro do PT

Jorge José da Rocha Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e por causar perigo em comum)

atualizado 15/07/2022 12:21

Assassinato de petista durante festa em Foz do Iguaçu Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil do Paraná afirma que o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, 38 anos, acusado de matar o guarda municipal Marcelo Arruda, 50, durante uma festa de aniversário com temática do Partido dos Trabalhadores (PT), em Foz do Iguaçu, no Paraná, bebia em um churrasco antes de cometer o crime.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15/7) durante entrevista coletiva da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e da Polícia Civil. Jorge Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e causar perigo comum).

A delegada Camila Cecconelo, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, contou que uma pessoa próxima a Guaranho acessou imagens de circuito interno de segurando de onde ocorria a festa.

Segundo os depoimentos, mais de uma hora depois, o policial penal se dirigiu ao local ouvindo uma música ligada à campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL). Houve, então, uma discussão entre eles. Jorge José chegou a ir embora, mas retornou ao local.

Guaranho atirou contra Marcelo, invadiu a festa e fez mais disparos. Ao todo, foram quatro disparos, sendo que dois atingiram a vítima. Marcelo reagiu com 10 tiros, acertando o autor do crime.

“Houve uma discussão por questões políticas”, frisou a delegada.  No entanto, para ela, “é difícil dizermos que ele matou por a vítima ser petista. Ele teria voltado por se sentir humilhado”, concluiu.

Segundo a delegada, para enquadrar juridicamente o caso como crime político, Jorge José teria que ter impedido Marcelo de exercer direitos políticos. “Ele não tinha intenção de atirar, mas sim, de provocar. Os tiros ocorreram após o acirramento da discussão”, explica.

O caso

O guarda municipal Marcelo Arruda, candidato a vice-prefeito nas últimas eleições, foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos.

A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato ao Planalto Luiz Inácio Lula da Silva.

Veja as cenas:

Segundo relatos, por volta das 23h, Jorge José (foto abaixo), que se declara apoiador do presidente de Bolsonaro, invadiu a festa e atirou em Marcelo, que revidou. A confraternização era promovida na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física Itaipu (Aresfi). A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas. Guaranho está internado em estado grave.

Jorge José da Rocha Guaranho, suspeito de matar guarda muncipial petista em Foz do Iguaçu
Jorge José da Rocha Guaranho, suspeito de matar guarda muncipial petista em Foz do Iguaçu

Relatos ainda apontam que o policial penal entrou na festa gritando o nome de Bolsonaro e “mito”. Houve uma rápida discussão, e o homem chegou a sacar a arma e ameaçar a todos. Em seguida, ele saiu, dizendo que voltaria para “matar todo mundo”. Minutos depois, o agente penitenciário chegou atirando no guarda municipal.

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