Boa noite, Cinderela: homem é preso por dopar LGBTQs de app de namoro. Veja vídeo

Após conhecer as vítimas por meio do app de namoro, o suspeito as dopava, roubava e abusava

atualizado

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Imagem colorida, homem é preso por dopar LGBTQs de app de namoro- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, homem é preso por dopar LGBTQs de app de namoro- Metrópoles - Foto: PCERJ/Divulgação

Um homem, de 45 anos, foi preso por dopar com “Boa noite, Cinderela” pessoas LGBTQs+ que conhecia em um app de relacionamento, em diversos estados do país. A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) capturou o suspeito nessa terça-feira (19/5), em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. Veja: 

 

De acordo com a PCERJ, as investigações começaram após diversas vítimas denunciarem o suspeito, identificado como Alex Albert, por aplicar o golpe Boa noite, Cinderela, ao dopá-las sem consentimento, roubá-las e, em alguns casos, estuprá-las.

Ainda conforme a corporação, Alex seguia um modus operandi para enganar as vítimas. O suspeito utilizava o aplicativo Grindr, plataforma de relacionamento voltada ao público LGBTQIAPN+, com a intenção de se aproximar delas.

Depois de conquistar a confiança, o criminoso marcava encontros e conseguia acesso às casas. No local, dopava as vítimas com medicamentos controlados, tipo clonazepam, misturados em alimentos e bebidas.

Após a sedação das vítimas, o suspeito fazia transferências bancárias via Pix, compras com cartões de crédito, contratação de empréstimos e furtava bens de alto valor, como celulares, joias, bolsas importadas, roupas e aparelhos eletrônicos.

Em um dos crimes, a vítima permaneceu inconsciente por cinco dias.

“Em uma das situações, o autor subtraiu para si uma televisão, iPhone, diversas roupas, joias, bolsas importadas, além de cartões bancários. Nessa oportunidade, a dosagem da substância utilizada foi tanta que a vítima permaneceu desacordada por cinco dias e, por pouco, não foi a óbito”, informou a PCERJ.

No caso mais recente, o suspeito conheceu a vítima pelo app de namoro, convidou-a para a casa onde estava e a pessoa LGBTQ+ pernoitou no local. Após um jantar, o indivíduo perdeu a consciência e acordou dois dias depois.

Neste período, Alex abusou sexualmente da vítima, cometeu crimes envolvendo a conta bancária dela, como transferência via Pix e empréstimos, além de furtar um iPhone da vítima e dois carregadores portáteis.

Investigação levou à localização e prisão de Alex

Durante as diligências da PCERJ, agentes identificaram que Alex usava identidades falsas, mais de 40 linhas telefônicas e contas bancárias em nome de terceiros para dificultar a localização.

Com  auxílio da Polícia Civil de São Paulo nas investigações e da Polícia Federal para impossibilitar fugas aéreas do suspeito, agentes da PCERJ prenderam o homem em flagrante. O trabalho minucioso permitiu localizar o esconderijo do investigado, na zona oeste do Rio.

Na casa, policiais apreenderam caixas com substâncias entorpecentes, celulares, documentos falsos e documentos pessoais em nome de terceiros.

A PCERJ identificou que Alex tem um extenso histórico criminal: roubo, extorsão, estupro de vulnerável contra um adolescente de 13 anos, além de mandados de prisão em aberto nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

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