BNDES deverá definir valor da devolução ao Tesouro no 2º semestre
Segundo o diretor Carlos Thadeu de Freitas, o Ministério da Fazenda ainda não pediu a devolução de nenhuma parcela no curto prazo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definirá ao longo do ano, mais provavelmente após a virada para o segundo semestre, o quanto será possível devolver ao Tesouro Nacional. Segundo o diretor financeiro da instituição de fomento, Carlos Thadeu de Freitas, o Ministério da Fazenda ainda não pediu a devolução de nenhuma parcela no curto prazo.
No ano passado, o Tesouro Nacional pediu ao BNDES a devolução antecipada de R$ 50 bilhões em 2017 – já pagos – e de R$ 130 bilhões em 2018. O objetivo é abater a dívida pública bruta e ajudar a União a cumprir a “regra de ouro”, prevista na Constituição Federal, que impede um governo de emitir dívida para o pagamento de despesas correntes.
“Vamos fazer o máximo de esforço para pré-pagar ao Tesouro Nacional os R$ 130 bilhões. Agora, o banco tem que esperar um pouco mais para saber como será este primeiro semestre”, afirmou Freitas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasO FAT foi criado em 1988 para receber os recursos do PIS/Pasep daquele ano em diante e custear o abono salarial, o seguro-desemprego e o BNDES – 40% da receita anual vai para o banco. Nos últimos anos, o FAT tem registrado déficits, exigindo aportes bilionários do Tesouro. A legislação diz que, se faltarem recursos para o seguro-desemprego e o abono, o BNDES é obrigado a devolver ao FAT. Há alguns anos, o BNDES mantém negociação com o Ministério do Trabalho sobre isso.
Segundo Freitas, em 2017, o BNDES não precisou devolver nada ao FAT. Para este ano, nada estaria definido. “Se, por ventura, o banco não tiver que dar nada ao FAT, acho possível chegar até os R$ 130 bilhões”, afirmou o diretor do BNDES, que evitou estimar valores que o banco de fomento teria de devolver ao FAT. O executivo lembrou, porém, que um crescimento econômico mais acelerado e uma demanda menor pelo seguro-desemprego tendem a reduzir o déficit do FAT. “O FAT pode não precisar”, disse Freitas.



