Três estados seguem com pontos de concentração de caminhoneiros

Em nota divulgada nesta sexta-feira (10/9), o Ministério da Infraestrutura informou que “não há pontos de interdição em rodovias federais”

atualizado 10/09/2021 9:26

O Ministério da Infraestrutura informou nesta sexta-feira (10/9), com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que três estados ainda seguem com pontos de concentração de caminhoneiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rondônia. Em nota, a pasta informa ainda que “não há pontos de interdição em rodovias federais”.

No boletim anterior, da noite de quinta-feira (9/9), eram identificados pontos de concentração em rodovias federais de 10 estados, com pontos isolados em outros quatro. O número de ocorrências em rodovias federais caiu 45%, segundo a pasta.

Nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Paraná não há mais qualquer ponto de retenção na malha federal. Há aglomerações sem prejuízo ao livre fluxo de veículos em Mato Grosso e no Pará.

Este é o terceiro dia de manifestações de caminhoneiros, que começaram a bloquear rodovias após participação em atos do 7 de Setembro, em defesa do governo federal. Alguns postos começaram a ficar sem combustíveis na noite dessa quarta-feira (8/9), e motoristas fizeram filas para abastecer o carro.

Na noite de quarta-feira (8/9), o presidente Jair Bolsonaro divulgou áudio em que pedia o fim dos bloqueios. Bolsonaristas, no entanto, incluindo o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, não acreditaram que se tratava de um pedido verídico e decidiram continuar com o protesto.

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Reunião com caminhoneiros

Na manhã de quinta, Bolsonaro conversou com caminhoneiros e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para “tomar uma decisão”. Após a reunião, representantes dos caminhoneiros disseram que Bolsonaro não fez nenhuma solicitação à categoria por desmobilização.

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que também acompanhou a agenda, afirmou que não cabe ao presidente da República decidir o que a categoria faz.

“Pessoal, é o que eu já falei para vocês: o presidente falou sobre a preocupação com os vulneráveis. Aquilo que vocês já ouviram no áudio de ontem e que o Tarcísio soltou no vídeo, é a mesma questão. Não cabe ao presidente decidir o que eles fazem”, disse a deputada.

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