Bilynskyj contraria Motta e mantém reunião de comissão pró-Bolsonaro

Presidente da Comissão de Segurança Pública quer driblar recesso para votar moção de solidariedade a ex-presidente por operação da PF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Bruno Spada/Câmar
Delegado Paulo Bilynskyj
1 de 1 Delegado Paulo Bilynskyj - Foto: Bruno Spada/Câmar

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Paulo Bilynskyj (PL-SP), manteve a convocação dos deputados para analisar uma moção em solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apesar do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) ter vetado encontros durante o recesso parlamentar.

A oposição ensaia uma mobilização dos congressistas para pressionar a cúpula do Congresso a dar andamento em pautas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), instância onde tramita a ação penal por golpe de Estado contra Bolsonaro. O esforço, porém, foi desautorizado por Motta e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Ao Metrópoles, Bilynskyj disse que a nota emitida por Motta não é um ato oficial da mesa e que, até então, a convocação para a terça-feira (22/7) às 10h, está mantida.

A oposição queria suspender o recesso como um todo e acelerar a tramitação de projetos como a limitação de decisões monocráticas, fim do foro privilegiado e a instalação da CPI do Abuso de Autoridade. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também quer adiantar a tramitação da anistia.

Operação da PF

A Polícia Federal esteve, na manhã desta sexta-feira (18/7), na casa de Bolsonaro e na sede do PL em Brasília para cumprir mandados de busca e apreensão. O ex-chefe do Executivo também teve que colocar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Foram apreendidos um pen drive, dinheiro em espécie e o celular do ex-presidente. Moraes também proibiu o contato dele com o filho, o deputado-federal-licenciado, Eduardo Bolsonaro, que também é alvo do inquérito. Bolsonaro também está proibido de usar redes sociais e deverá seguir um horário de recolhimento domiciliar das 19h às 7h da manhã.

Eduardo, que está nos Estados Unidos desde março, é apontado pela investigação como articulador por sanções contra o Brasil. O deputado federal comemorou o anúncio do presidente Donald Trump em taxar em 50% os produtos norte-americanos. Bolsonaro disse que Eduardo deverá permanecer nos EUA, “senão será preso”.

O ex-chefe do Executivo voltou a dizer que é alvo de perseguição e negou qualquer participação na suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Disse que usar uma tornozeleira eletrônica é uma “suprema humilhação”. Moraes também proibiu o contato dele com o filho, o deputado-federal-licenciado, Eduardo Bolsonaro, que também é alvo do inquérito.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?