BC nega riscos ao sistema financeiro após liquidação do Banco Master

Órgão apontou que queda do Conglomerado Master não apresenta risco de provocar crise financeira no país, mas alerta para riscos cibernéticos

atualizado

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Divulgação/Banco Master
Fachada do banco Master
1 de 1 Fachada do banco Master - Foto: Divulgação/Banco Master

Após a reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), o Banco Central (BC) afirmou que a liquidação extrajudicial do Banco Master não traz risco sistêmico ao sistema financeiro brasileiro. Porém, o órgão enfatizou o alerta para riscos cibernéticos. A ata foi publicada nesta quarta-feira (26/11).

A ata afirma que “trata-sede conglomerado prudencial bancário, classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S.A. O conglomerado representa 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do SFN”.


Banco Master

  • No dia 18 deste mês, o BC decretou a liquidação do Banco Master por fraudes contábeis.
  • A liquidação acontece quando a autoridade monetária identifica que não existe mais um plano de recuperação viável para a instituição bancária.
  • No caso do Banco Master, a prisão do presidente do banco, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal, durante a Operação Compliance Zero, que tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN), deu inicio ao processo de liquidação.

O órgão regulador apontou que bancos do Conglomerado Master não apresentam risco de provocar uma crise financeira no país. Isso inclui o Banco Master de Investimento S.A., o Banco Letsbank S.A., a Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, além do Banco Master Múltiplo S.A., que está sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET).

“O Comitê registra que a avaliação sobre a imposição de regimes de resolução a instituições financeiras deve considerar a normalidade da economia pública e a preservação dos interesses dos depositantes, investidores e demais credores”, apontou o BC.

Segundo o órgão, “trata-se de conglomerado prudencial bancário, classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S.A. O conglomerado representa 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do SFN”.

Riscos cibernéticos

O BC, porém, alerta para riscos cibernéticos. De acordo com a ata, o Comef “enfatiza a necessidade de que as entidades supervisionadas aprimorem continuamente seus sistemas de gerenciamento integrado de riscos, contemplando o adequado tratamento do risco tecnológico – o que inclui processos robustos de resposta a incidentes cibernéticos”.

Para o órgão, merece atenção especial a crescente “dependência de serviços prestados por terceiros e o uso disseminado de APIs, em muitos casos sem a devida avaliação periódica dos riscos e sem monitoramento operacional adequado, o que torna a gestão de riscos mais desafiadora”.

O Comitê destacou a necessidade de fortalecer ecossistemas resilientes, com mecanismos específicos para gestão de crises e prevenção de fraudes.

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