BC: inadimplência sobe entre pessoas físicas e jurídicas
Dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (30/3)
atualizado
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O Banco Central (BC) divulgou, nesta segunda-feira (30/3), um aumento na inadimplência referente à carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Houve aumento de 0,2 ponto percentual, o que fez a taxa chegar a 4,3%.
A elevação de 0,2 ponto percentual na inadimplência foi verificada tanto entre pessoas jurídicas quanto entre físicas. Com isso, os respectivos índices ficaram em 2,6% e 5,2%. A taxa geral foi de 4,3%.
Em relação ao crédito com recursos livres, que são negociações de empréstimos e financiamentos cujas taxas são tratadas diretamente entre bancos e clientes. A taxa teve aumento de 0,2 ponto percentual e chegou a 5,5%.
Ainda de acordo com o Banco Central, em fevereiro houve expansão de R$ 21,0 trilhões (163,7% do PIB) no crédito ampliado ao setor não financeiro. Conforme a autoridade monetária, o resultado foi reflexo, principalmente, dos “aumentos de 2,0% nos títulos públicos e nos títulos privados de dívida”.
Crescente
A inadimplência tem aumentado na última década. O total, conforme o Mapa da Inadimplência do Brasil: 10 anos, divulgado na última semana pela Serasa, foi de 81,7 milhões em fevereiro, resultado de um crescimento de 38,47% desde 2016. Com isso, cerca de 75% da população economicamente ativa do país — um total de 108 milhões — está endividada.
O assunto se tornou pauta do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que encarregou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, de estudar uma solução para esta questão.
“Há uma contradição na economia que é o seguinte: o desemprego é o menor da história, o crescimento da massa salarial é o maior da história, o desemprego é o menor da história, mas há uma percepção na sociedade de que as coisas não estão bem, de que a sociedade está endividada. E eu tô querendo descobrir essas dívidas das pessoas”, disse o presidente na última terça-feira (24/3).
Juros abusivos
Na última sexta-feira (27/3), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que os cartões de crédito são um ponto de atenção para a inadimplência.
“A maior parte da inadimplência está relacionada com o cartão de crédito e com o rotativo”, disse ele.
No caso de inadimplência, os juros podem chegar a até 1.216,55% ao ano.
