BC avalia restringir Pix de bancos e fintechs com falhas de segurança
Autoridade quer limitar ou suspender acesso de instituições vulneráveis a ataques cibernéticos

O Banco Central (BC) avalia restringir o acesso ao Pix de bancos e fintechs que apresentarem falhas nos sistemas de segurança cibernética, em meio ao aumento de fraudes e ataques hackers no sistema financeiro.
O Metrópoles apurou que a medida está em estudo e pode permitir ao regulador aplicar limitações preventivas a instituições consideradas vulneráveis, como restrição de valores, horários ou até a suspensão de serviços ligados ao Pix. A proposta busca reforçar a proteção do sistema e reduzir prejuízos causados por crimes digitais.

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Ver todasNos últimos 12 meses, desvios relacionados a ataques cibernéticos somaram mais de R$ 1,5 bilhão, segundo dados acompanhados pelo BC.
O avanço das fraudes acendeu o alerta dentro da autoridade monetária, especialmente após episódios de grande impacto envolvendo instituições conectadas ao sistema de pagamentos instantâneos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPelas regras atuais, o Banco Central precisa abrir processos administrativos para punir instituições que descumprem normas, o que pode tornar a resposta lenta e sujeita a disputas judiciais. A ideia agora é dar mais poder à supervisão para agir de forma preventiva, antes que falhas de segurança resultem em perdas financeiras relevantes.
Entre as medidas em discussão estão a proibição de registrar novas chaves Pix e a limitação de transações para instituições que não cumprirem requisitos mínimos de proteção digital. O objetivo é criar incentivos para que bancos e fintechs reforcem seus investimentos em segurança cibernética.
O BC já vem adotando ações nessa frente. Em 2025, por exemplo, estabeleceu limites para operações realizadas por instituições não autorizadas ou que dependem de intermediários tecnológicos, um dos principais pontos explorados por criminosos. Ainda assim, os episódios de fraude continuaram crescendo, indicando a necessidade de medidas mais rigorosas.
Com as novas regras, o BC pretende fortalecer a confiança no sistema e reduzir brechas exploradas por criminosos, ao mesmo tempo em que pressiona o setor financeiro a elevar o nível de proteção de dados e transações.
O Metrópoles entrou em contato com o Banco Central, mas ainda não obteve resposta.


