Barroso diz que debate sobre aborto não está maduro para votação
O presidente do STF ressaltou que ainda não sabe se pautará o tema para 2025, pois acredita precisar de mais debate com a sociedade

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou não saber ainda se pautará para 2025 o julgamento sobre a descriminalização do aborto. O entendimento de Barroso é de que o polêmico tema ainda não foi debatido de forma suficiente.
O ministro suspendeu a votação sobre o tema no final de setembro de 2023, quando a ministra Rosa Weber proferiu seu voto, prestes a se aposentar. Rosa Weber, que era relatora do caso desde 2017, votou pela descriminalização de interrupções da gravidez até a 12ª semana de gestação.
O entendimento de Barroso é de que o polêmico tema ainda não foi debatido de forma suficiente. “Eu ainda não tenho certeza se vou pautar esse tema para o próximo ano porque acho que o debate não está amadurecido e as pessoas ainda não têm a exata consciência do que está sendo discutido. O que eu penso pessoalmente, é que as pessoas podem e devem ser contra o aborto, ninguém acha que o aborto é uma coisa boa”, disse.

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Ver todasBarroso ainda completou ao dizer que ninguém considera o aborto uma coisa boa, mas que é papel do estado evitar que a prática ocorra. “Nada disso significa criminalizar o aborto. De modo que prender a mulher é uma péssima política”, ressaltou ainda. “A criminalização impacta de forma perversa as mulheres pobres, que não tem acesso ao sistema público de saúde”, completou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAtualmente, o aborto é autorizado no Brasil em três situações: se houver risco de morte para a mulher; se a gravidez foi provocada por estupro; e se o feto é anencéfalo (sem cérebro).
Nos demais casos, a gestante que realiza aborto pode cumprir pena de 3 a 10 anos, em casos sem consentimento.



