Bar tem alvará cassado após aviso contra clientes de EUA e Israel
Bar Partisan, no Rio, teve alvará de funcionamento cassado pela prefeitura, nesta terça (28/4). Aviso na entrada gerou reações na Câmara
atualizado
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A Prefeitura do Rio de Janeiro cassou o alvará de funcionamento do Bar Partisan, que no início do mês viralizou por afirmar que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não eram bem-vindos ao local. A medida foi anunciada nesta terça-feira (28/4), em publicação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) no Diário Oficial.
O bar, localizado na Lapa, ganhou notoriedade após instalar uma placa escrita “US & Israel citizens are NOT welcome!” (Cidadãos dos EUA e Israel não são bem-vindos).
Depois da repercussão nas redes sociais, vereadores cariocas iniciaram uma ofensiva contra o Partisan. Pedro Duarte (PSD) protocolou uma notícia-crime contra o estabelecimento no Ministério Público, além de acionar a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor.
Enquanto isso, o presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo, Flávio Valle (PSD), pediu uma apuração e cassação da licença de funcionamento do bar na Seop.
Dias depois, o Partisan instalou uma nova placa no local. Dessa vez, afirmando que cidadãos israelenses deveriam entregar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
Desde 2024, o premiê israelense é alvo de um mandado de prisão por crimes de guerra cometidos contra palestinos durante a guerra na Faixa de Gaza.
Partisan se pronuncia
Após ter o alvará cassado, a defesa do Bar Partisan se manifestou por meio de nota. Os advogados de Thiago Vieira, dono do estabelecimento, classificaram a decisão como “clara sanção política” e argumentaram que a placa possuía caráter “estritamente simbólico e político”.
“A defesa reitera que não houve, sob qualquer prisma técnico, a prática de crime de racismo ou xenofobia”, diz um trecho da nota. “Manifestações políticas contra as ações de Estado-Nação são protegidas pela liberdade de expressão e não constituem ilícito. É imperativo que se saiba que o Bar Partisan jamais impediu a entrada de qualquer pessoa”, continua.
O texto diz, ainda, que o bar não realiza controle de nacionalidade em sua entrada e que segue mantendo clientes de origem israelense e americana. “Inclusive, presta serviços rotineiros para membros da comunidade judaica, o que fulmina qualquer argumento de ‘prática xenófoba'”, alega a defesa.
