Bacabal: PRF fiscaliza rodovias em busca de crianças desaparecidas

A complexidade para encontrar as crianças mobilizou força-tarefa com mais de 500 pessoas, varreduras em mais de 3.200 km² e buscas na mata

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Imagem colorida, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4- Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou as fiscalizações nas rodovias que cruzam o estado do Maranhão após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, área quilombola. A medida foi adotada desde o começo das buscas, visto que a possibilidade de rapto não é descartada pela Polícia Civil. Esta quarta-feira (21/1) marca o 18º dia de sumiço das crianças.

Ainda segundo o órgão de segurança viária, caso seja uma ação de sequestro, os criminosos poderiam usar as rodovias federais como rota de fuga para passarem despercebidos.

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) mantém inquérito em andamento para apurar o desaparecimento, com todas as hipóteses sendo analisadas e nenhuma linha de investigação oficialmente descartada até o momento.

“As ações da PRF já foram intensificadas imediatamente na região, já que, caso seja uma ação de rapto, existe a possibilidade de passagem pelas rodovias federais que cortam o estado”, comunicou a PRF do Maranhão.

As crianças estão desaparecidas desde 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a polícia segue sem pistas. Nenhum vestígio dos irmãos foi encontrado até o momento.

A complexidade para encontrar as crianças mobilizou força-tarefa com mais de 500 pessoas, varreduras em mais de 3.200 km² e buscas contínuas na mata e no Rio Mearim, que corta a área em que a menino e o garoto desapareceram.

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Crianças desaparecidas em Bacabal
Três crianças desapareceram no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão
Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

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Crianças desaparecidas em Bacabal

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Três crianças desapareceram no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão

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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA

A PCMA prossegue oitiva contínua de familiares e moradores que possam contribuir com informações relevantes para possível paradeiro das crianças, não sendo descartada nenhuma hipótese; por isso, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) mobiliza todas as forças de segurança, e inclusive a PRF.

“Assim, PRF no Maranhão prontamente se comunicou com a secretaria de segurança pública do estado oferendo apoio, e as delegacias da PRF de Caxias (MA) e Santa Inês (MA) vêm reforçando as ações de fiscalização de todo o entorno. Além disso, a prefeitura de Bacabal formalizou com a PRF um pedido de apoio na região, e PRFs de outros estados já foram mobilizados para intensificar as fiscalizações”, informou a PRF.

Denúncia descartada no Pará

Uma suspeita foi descartada nessa terça-feira (20/1). A Polícia Civil do Pará recebeu denúncia de que os irmãos Ágatha e Allan estariam com uma mulher em um hotel do município de Água Azul do Norte (PA) — a 692 km do local do sumiço.

No entanto, após a investigação no local, os agentes descartaram a informação.

O Metrópoles apurou que a denúncia teria partido de um homem que afirmou ter visto uma mulher acompanhada por duas crianças com características semelhantes aos irmãos desaparecidos. A equipe policial foi até o hotel indicado, verificou a situação e descartou qualquer ligação com o caso de Bacabal.

Primo dos irmãos foi encontrado e definiu área central de buscas

Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado por um carroceiro, em um matagal, dia 7 de janeiro, a cerca de 4 quilômetros do local em que ele Ágatha e Allan desapareceram.  O menino foi achado sem roupas e com sinais de desnutrição — ele perdeu 10 kg nos três dias em que ficou na mata.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, revelou nessa terça-feira (20/1) que Kauan recebeu alta hospitalar.

Segundo o delegado Ederson Martins, responsável pelo caso, a estimativa é de que as crianças tenham permanecido juntas por pelo menos duas noites após o sumiço. Durante esse período, Ágatha Isabelly, Allan Michael e Anderson se abrigaram na “casa caída”, uma cabana abandonada no meio da mata.

A “casa caída”, que fica próxima ao rio Mearim, foi definida como área central de buscas da força-tarefa. Com o esgotamento das buscas terrestres na região, equipes de mergulhadores passaram a atuar de forma integrada com a Marinha e as demais forças de segurança para intensificar as buscas no meio fluvial.

Apesar do reforço, entretanto, nenhuma nova pista foi encontrada.

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