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Brasil

Polícia descarta denúncia de que crianças de Bacabal estavam no Pará

Denúncia mobilizou equipes, mas hipótese foi descartada. Caso chega ao 17º dia sem respostas

20/01/2026 18:39, atualizado 20/01/2026 19:15
Arquivo pessoal
Crianças desaparecidas em Bacabal

A Polícia Civil do Pará recebeu uma denúncia, nesta terça-feira (20/1), de que os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), estariam com uma mulher em um hotel do município de Água Azul do Norte (PA) — a 692 km do local do sumiço.

No entanto, após diligência no local, os investigadores descartaram a informação. 

O Metrópoles apurou que a denúncia teria partido de um homem que afirmou ter visto uma mulher acompanhada por duas crianças com características semelhantes aos irmãos desaparecidos. A equipe policial foi até o hotel indicado, verificou a situação e descartou qualquer ligação com o caso de Bacabal.

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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
Crianças desaparecidas em Bacabal
Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Reprodução/Redes sociais
Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

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Crianças desaparecidas em Bacabal

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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

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As buscas por Ágatha e Allan seguem sem avanços. Desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, o caso chega ao 17º dia sem confirmações sobre o paradeiro.

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Atualmente, mais de 500 pessoas integram a força-tarefa, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários. As ações se concentram na mata e no Rio Mearim, que corta a área onde as crianças foram vistas pela última vez.

A região central das buscas foi definida a partir do relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças. Ele estava junto de Ágatha e Allan no momento do sumiço, mas foi encontrado com vida três dias depois.

Segundo o governo do Maranhão, as equipes já realizaram varreduras em uma área superior a 3.200 km².

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O que dizem as investigações

Paralelamente às buscas, a Polícia Civil do Maranhão conduz a investigação do caso por meio de um inquérito instaurado e acompanhado por uma comissão de delegados e investigadores. Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, todas as hipóteses seguem em apuração.

Ao Metrópoles o delegado Ederson Martins afirmou que o depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos, é um dos principais elementos do inquérito e orienta as linhas de investigação.

De acordo com o menino, ele e os primos se perderam após saírem em busca de um pé de maracujá, apesar de terem sido advertidos por um tio para retornar para casa. Para evitar serem vistos, entraram por uma área de mata mais fechada e acabaram se perdendo.

Os três se abrigaram em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, onde permaneceram por um período. No terceiro dia, Anderson seguiu sozinho pela mata, após os primos mais novos se mostrarem cansados. Foi nesse momento que o grupo se separou.

O menino foi encontrado no dia 7 de janeiro, a cerca de 4 quilômetros do local do desaparecimento, com sinais de fraqueza. Ele chegou a indicar que os primos estariam “mais à frente”, mas o ponto não foi localizado pelas equipes.

A polícia ainda não conseguiu estimar por quanto tempo Anderson caminhou sozinho. Embora outras hipóteses sigam em análise, as linhas de sequestro e violência sexual perderam força após exames periciais descartarem abuso.