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Avião que caiu em MS voava fora do horário; 4 morreram

Avião ocupado por quatro pessoas caiu em região turística do Pantanal (MS). Acidente aconteceu após as 18h, horário não permitido para voo

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Reprodução/Polícia Civil de MS
Imagem colorida de queda de avião no MS
1 de 1 Imagem colorida de queda de avião no MS - Foto: Reprodução/Polícia Civil de MS

O avião que caiu na Fazenda Barra Mansa, em Aquidauana (MS), na noite de terça-feira (23/9), fazia um voo irregular após o pôr do sol, e não tinha permissão para transportar passageiros de forma remunerada, segundo o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

De acordo com os órgãos, a aeronave tinha autorização apenas para voar durante o dia, seguindo regras de navegação visual (VFR Diurno). Ela não contava com equipamentos para voar à noite ou com tempo ruim. Segundo o Dracco, não havia mau tempo no momento da queda.

À polícia, testemunhas informaram que o avião sobrevoou a região pantaneira durante todo o dia, com vários pousos e decolagens. Porém, conforme as autoridades, a pista da fazenda só podia ser usada até as 17h39, e o acidente aconteceu após às 18h.


Acidente aéreo no Pantanal

  • O avião de pequeno porte caiu na noite de terça-feira (23), ao lado da pista de pouso da Fazenda Barra Mansa, área turística do Pantanal que recebe visitantes do Brasil e do exterior.
  • De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave arremeteu durante a tentativa de pouso. Funcionários da fazenda presenciaram o acidente e utilizaram um trator e caminhão-pipa para combater o fogo após a explosão.
  • A aeronave seria um modelo Cessna e teria explodido após a queda e todos os quatro ocupantes morreram carbonizados.
  • As vítimas são: Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário da aeronave; Kongjian Yu, arquiteto paisagista de origem chinesa; Luiz Ferraz, cineasta e documentarista brasileiro; e Rubens Crispim Jr., documentarista.

Investigação

A Polícia Civil também investiga se o voo fazia parte de um serviço clandestino de táxi-aéreo. O piloto e dono do avião, Marcelo Pereira de Barros, havia sido alvo da Operação Ícaro, em 2019, por transporte irregular de passageiros.

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Arquiteto chinês Kongjian Yu, que propunha soluções para enchentes nas cidades
Cineasta Rubens Crispim, morto em queda de avião no Pantanal do Mato Grosso do Sul
Uma das vítimas é o renomado Kongjian Yu, mundialmente conhecido pelo conceito das “cidades-esponja”.
Acidente aéreo deixou quatro mortos na noite de terça-feira (23/9), em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense
Avião que caiu em MS
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Avião que caiu em MS

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Arquiteto chinês Kongjian Yu, que propunha soluções para enchentes nas cidades
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Arquiteto chinês Kongjian Yu, que propunha soluções para enchentes nas cidades

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Cineasta Rubens Crispim, morto em queda de avião no Pantanal do Mato Grosso do Sul

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Uma das vítimas é o renomado Kongjian Yu, mundialmente conhecido pelo conceito das “cidades-esponja”.
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Uma das vítimas é o renomado Kongjian Yu, mundialmente conhecido pelo conceito das “cidades-esponja”.

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Acidente aéreo deixou quatro mortos na noite de terça-feira (23/9), em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense
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Acidente aéreo deixou quatro mortos na noite de terça-feira (23/9), em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense

Arte/Metrópoles

Na época, o avião foi apreendido por irregularidades na documentação e adulteração na identificação. O certificado de aeronavegabilidade estava cancelado. Após três anos retido, o modelo Cessna foi liberado pela Justiça, reformado e autorizado apenas para uso particular — sem permissão para táxi-aéreo.

O Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), ligado ao Cenipa, foi acionado para apurar o acidente. A investigação busca entender o que causou a queda, sem apontar culpados. Serão analisados o desempenho do avião, os horários do voo e as possíveis falhas na operação.

Sobre a queda

Duas testemunhas contaram à polícia como foi o acidente. Uma delas viu o avião tentar pousar, arremeter e desaparecer. Pouco depois, os dois notaram fumaça vindo do local da queda.

O avião caiu a cerca de 100 metros da pista e explodiu ao atingir o solo.

Funcionários da fazenda disseram que o piloto arremeteu por causa de uma manada de queixadas (porcos-do-mato) na pista. Mas essa versão foi descartada pela delegada Ana Cláudia Medina. Segundo ela, a pista foi vistoriada e os animais já tinham deixado o local. A suspeita é que o piloto tenha percebido alguma condição irregular durante a aproximação.

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