Aumenta o número de brasileiros contra a descriminalização da maconha

Em setembro de 2023, eles somavam 31%. Agora, são 67%, segundo o Datafolha. Total de jovens contrários à medida passou de 46% para 55%

atualizado

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Aline Massuca/Metrópoles
Plantação de maconha cannabis - Metrópoles
1 de 1 Plantação de maconha cannabis - Metrópoles - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Em setembro do ano passado, 61% dos brasileiros afirmaram que eram contra a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Agora, esse número passou para 67%. O aumento foi constatado por pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada neste sábado (23/3).

No levantamento atual, 31% dos entrevistados apoiaram a descriminalização. Em setembro do ano passado, esse índice era de 36%. Na enquete mais recente, 2% não souberam ou preferiram não responder à questão – na anterior, foram 3%.

A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas maiores de 16 anos, entre os dias 19 e 20 de março, em 147 municípios de todo o Brasil. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. 

Aos entrevistados, foi feita a seguinte pergunta: “O Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando um caso que pode descriminalizar, ou seja, deixar de tratar como crime, a posse de pequenas quantidades de maconha. Na sua opinião, portar uma pequena quantidade de maconha deveria deixar de ser crime ou não?

Jovens contra

De acordo com o levantamento, a oposição à descriminalização cresceu de forma expressiva entre jovens de 16 a 24 anos desde setembro. Nesse caso, o grupo contrário à medida passou de 46% para 55%. Ou seja, agora, engloba a maioria. 

Na faixa etária seguinte, de 25 a 34 anos, o índice subiu de 56% para 65%. Considerada a idade, o segmento mais conservador tem 60 anos ou mais. Nesse caso, 72% não aceitam que a posse da maconha, embora de pequenas quantidades, deixe de ser crime.

Pardos mais liberais

Em relação à cor, as pessoas que se definem como pardas são as mais liberais. Mesmo assim, 64% delas dizem ser contra a descriminalização. A maior oposição à mudança da lei, contudo, ocorre entre os pretos, com 72% contrários à liberação.

Entre as pessoas mais escolarizadas, 68% afirmaram que são contra deixar de tratar a posse de pequenas quantidades de maconha como crime. Na pesquisa anterior, eram 53%. A parcela com renda familiar mensal entre 2 e 5 salários mínimos passou a registrar uma oposição de 71%, ante 59% na sondagem de setembro.

Bolsonaristas e petistas

Do total de entrevistados que se identificaram como bolsonaristas, 76% afirmaram ser contra a descriminalização e 22% favoráveis – 1% não soube responder. Entre os petistas, 59% refutaram a medida e 39% a aprovaram. Dos que se consideram neutros em relação aos dois grupos políticos, 69% são contra e 29% a favor.

O julgamento da questão no STF ocorre desde 2015. O placar está em 5 votos a favor e 3 contrários à descriminalização. A discussão foi suspensa no início de março com um pedido de vista do processo do ministro Dias Toffoli. Além dele, Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não votaram sobre o tema.

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