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Áudio. Cid desabafa e diz que perdeu tudo e Bolsonaro “ganhou milhões”

Áudios saíram de uma conversa de Mauro Cid com um dos advogados dos réus da trama golpista, em março de 2024

atualizado

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Fellipe Sampaio/STF
Primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista jair bolsonaro mauro cid ramagem – Metrópoles 1
1 de 1 Primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista jair bolsonaro mauro cid ramagem – Metrópoles 1 - Foto: Fellipe Sampaio/STF

Áudios revelados pela defesa do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Marcelo Câmara expõem o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que supostamente descumpria medidas cautelares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em meio ao acordo de delação premiada fechado com a Polícia Federal (PF).

O material foi apresentado pelo advogado Eduardo Kuntz, que trocou mensagens com o perfil @gabrielar702, no Instagram, em março do ano passado. Cid era quem conversava com o advogado, segundo áudios apresentados por Kuntz no âmbito da ação penal que investiga o núcleo 2 da suposta trama golpista.

Cid disse que ele perdeu tudo, enquanto o ex-presidente ganhou milhões. Os áudios faziam parte de um “desabafo” do ex-ajudante de ordens. “Pega a vida de todo mundo. Ver quem se fudeu, ver quem se ferrou, quem perdeu a carreira. Quem teve o pai, a esposa, a família toda investigada? Todo mundo foi investigado”, alegou.

“Presidente ganhou milhões e chegou ao topo, tudo bem. Quem se fudeu e perdeu tudo? Fui eu”, desabafou Cid.

Os áudios são de março do ano passado. À época, Cid estava com a prisão preventiva revogada.

Moraes pede informações a Meta

Na semana passada, Moraes determinou que a Meta informasse, em até 24h,  o e-mail, o número de celular e eventuais dados cadastrais vinculados a uma conta no Instagram que, supostamente, teria sido utilizada pelo tenente-coronel Mauro Cid. As informações ainda não chegaram ao Supremo.

A decisão foi tomada após reportagem da revista Veja apontar que Cid teria mentido em interrogatório ao Supremo, ao utilizar uma conta nas redes sociais — supostamente, da esposa — para se comunicar com integrantes do círculo bolsonarista. No período em que as mensagens foram publicadas pelo tal perfil, o ex-ajudante não podia utilizar redes sociais.

O cerco também se fechou durante o interrogatório, quando a defesa de Jair Bolsonaro questionou Cid sobre a utilização dessa conta — posteriormente, apagada na plataforma.

Além das informações sobre o login, Moraes determinou, ainda, que a Meta informe se há outros acessos vinculados à conta @gabrielar702, por meio de navegadores de internet em notebooks e computadores, no período de 1º de maio de 2023 a 13 de junho de 2025.

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