Atrito familiar e baixa mobilização marcam 15 dias de Bolsonaro na PF

Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses na superintendência da PF, em Brasília, por liderar a trama golpista

atualizado

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Jair Bolsonaro em frente à sua residência. Brasília (DF), 03/09/25
1 de 1 Jair Bolsonaro em frente à sua residência. Brasília (DF), 03/09/25 - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, neste domingo (7/12), duas semanas preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre a pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista.Os primeiros 15 dias de encarceramento foram marcados por manifestações esvaziadas de apoiadores e atritos políticos dentro da família Bolsonaro.

No domingo (30/11) um ato pró-anistia mobilizou apenas um pequeno grupo de apoiadores em frente ao Museu Nacional da República, em Brasília, para pedir liberdade para o líder da direita e demais condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista. A mobilização contou com a presença de uma única autoridade, o deputado Marcos Pollon (PL-MS), e não conseguiu gerar impactos significativos.

Ao longo da semana, poucos apoiadores apareceram em frente à Superintendência da PF para demonstrar apoio ao ex-presidente.

A maior movimentação ocorreu na segunda-feira (1/12), quando três apoiadores se reuniram para protestar contra a prisão de bolsonaro e pedir por anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Apesar da baixa quantidade de envolvidos, o ato gerou uma onda de buzinas por parte de apoiadores e reações negativas de membros da oposição.

Família Bolsonaro

Se por um lado as manifestações não conseguiram atenção na segunda semana do ex-presidente preso, a família de Jair Bolsonaro assumiu o protagonismo com um atrito entre os filhos e a esposa. Michelle Bolsonaro foi alvo de críticas por parte dos enteados após condenar a aproximação do diretório do Partido Liberal (PL) no Ceará com Ciro Gomes (PSDB), durante um evento partidário em Fortaleza (CE), no último domingo (30/11).

O senador Flávio Bolsonaro foi o primeiro a repreender a atitude de Michelle afirmando, ao Metrópoles, por meio da coluna de Igor Gadelha, que a fala foi “autoritária e constrangedora”, além de afirmar que ela “atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará”.

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Flávio Bolsonaro foi autorizado por Moraes a visitar Bolsonaro
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente à Superintendência da Polícia Federal
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Após a polêmica, a ex-primeira-dama chegou a se manifestar por meio do Instagram e reforçar que, entre os motivos de não apoiar a candidatura de Ciro, está o fato de ele ter sido responsável por rotular o marido como “genocida”.

Flávio visitou o pai na terça-feira (2/11) e falou com a imprensa sobre o assunto. Segundo o senador, eles conversaram e se desculparam pelo desentendimento público. Após a visita, o filho 01 de Bolsonaro se reuniu com Michelle em uma reunião emergencial convocada pelo PL com a presença do presidente do partido, Valdemar Costa Neto e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), para tratar do assunto.

A vitória política ficou com Michelle Bolsonaro, já que o PL voltou atrás e decidiu encerrar a aliança com Ciro Gomes no Ceará.

A líder do PL Mulher também visitou o marido após o desentendimento com os enteados. Na quinta-feira (4/11), Michelle fez uma visita ao lado da filha caçula, Laura Bolsonaro, de 15 anos. Na ocasião, ela não falou com a imprensa. Confira imagens:

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Moraes não autoriza visita de Michelle e Eduardo Torres
Michelle Bolsonaro chega à PF acompanhada da filha Laura para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro
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