Atraso de equipamento explica prorrogação da intervenção no Rio, diz Mourão
A previsão era de que a estrutura fosse encerrada em dezembro de 2020, mas faltam entregas de helicópteros

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou na manhã desta segunda-feira (23/11), que o motivo da prorrogação do Gabinete de Intervenção no Rio de Janeiro, foi “o atraso na entrega de equipamentos, entre eles, dois ou três helicópteros ”.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou, na sexta-feira (20/11) a prorrogação, até dezembro de 2021, do Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria Geral da Presidência da República, a pandemia da Covid-19 atrasou os trabalhos de prestação de contas do gabinete, e a prorrogação das atividades não deve acarretar aumento de gastos públicos.
Mourão afirmou que as compras governamentais não são simples. “Quando o Gabinete de Intervenção foi criado, havia muita dificuldade de acerto com a polícia do Rio, porque nem eles conseguiam fazer a os termos de referência para essas contas. Terminou atrasando algumas coisas”, apontou o vice-presidente.
Instauração do Gabinete
A instauração do Gabinete de Intervenção no Rio, foi determinada no dia 16 de janeiro de 2018, pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), após o estado declarar Estado de Calamidade Pública por conta de uma grave crise fiscal – que paralisou investimentos e até pagamentos de salários.
Os trabalhos do GIRJ duraram até dezembro de 2018, no entanto a estrutura foi mantida para que o Governo Federal pudesse concluir a aquisição e repasse de equipamentos e veículos para o governo estadual, como armas e helicópteros. (Com informações da Agência Brasil)

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