
AtlasIntel nega irregularidade em pesquisa questionada pelo PL no TSE
PL aponta supostas inconsistências no levantamento e aponta falhas na documentação apresentada pela AtlasIntel

A AtlasIntel negou ter cometido “irregularidades” em uma pesquisa eleitoral, divulgada no último dia 1º de julho, que foi questionada pelo Partido Liberal (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nota divulgada nesta quarta-feira (15/7), horas após o PL entrar com ação no TSE para que o levantamento fosse considerado irregular, o instituto negou “veementemente” qualquer alegação de descumprimento das obrigações previstas na legislação eleitoral.
A pesquisa questionada pelo PL mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46,3% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 36,6% em um cenário de primeiro turno.
Em um possível cenário de segundo turno entre o atual chefe do Planalto e o senador, a pesquisa que o PL tenta contestar aponta Lula com 47,2% das intenções de voto e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com 36,3%.
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Frequência de envio: Diário
Ver todasDe acordo com o partido, a AtlasIntel deixou de apresentar documentos obrigatórios que permitiriam auditar o levantamento, como informações sobre os municípios e os setores censitários pesquisados, além da composição demográfica da amostra.
O PL também aponta supostas inconsistências entre o plano amostral registrado e o questionário aplicado e sustenta que, por essas razões, a pesquisa deveria ser tratado como uma pesquisa sem registro. O documento ainda pede que o caso seja distribuído ao ministro Nunes Marques, presidente do TSE, que no mês passado suspendeu uma pesquisa do instituto.
Do outro lado, a AtlasIntel afirma que todos os arquivos exigidos pela legislação eleitoral foram devidamente submetidos ao sistema PesqEle dentro do prazo previsto para o registro da pesquisa, incluindo os arquivos referentes aos bairros e municípios contemplados na amostra.
Ainda segundo o intituto, as evidências disponíveis indicam que a dificuldade de visulização dos documentos se trata de um problema de natureza técnica relacionado ao próprio sistema do TSE.
“Embora o arquivo tenha sido corretamente enviado e permaneça disponível na área restrita do sistema, ele deixou de aparecer na visualização pública do registro, comportamento incompatível com o funcionamento esperado da plataforma”, contrapôs.
A AtlasIntel disse, ainda, estar “plenamente à disposição da Justiça Eleitoral” para demonstrar, por todos os meios técnicos cabíveis, que cumpriu integralmente as exigências legais relativas ao registro da pesquisa BR-04582/2026.



