
Atlas: 54,6% dos bolsonaristas não acreditam que Flávio foi grosseiro com Michelle
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg avaliou a repercussão do vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em 24 de junho

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2/7), mostra que 54,6% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) que assistiram ao vídeo de Michelle Bolsonaro disseram não acreditar na acusação feita pela ex-primeira-dama de que o senador Flávio Bolsonaro foi “grosseiro”, “desrespeitoso” e teria a “humilhado”.
29,9% afirmaram acreditar na acusação, enquanto 15,6% responderam que não souberam opinar.
A conclusão da pesquisa é inversa quando são considerados apenas os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os lulistas, 84.2% acreditam na declaração de Michelle Bolsonaro, enquanto apenas 7,9% não acreditam.
No resultado geral, 59,6% dos entrevistados afirmaram acreditar na acusação feita por Michelle Bolsonaro. Outros 29,3% disseram não acreditar, e 11,3% responderam que não sabem.

O levantamento faz parte de uma pesquisa sobre as percepções e o impacto do vídeo publicado por Michelle Bolsonaro em 24 de junho (entenda mais abaixo).
A pergunta “Você acredita na acusação que Michelle Bolsonaro levantou contra Flávio Bolsonaro de que ele teria sido ‘grosseiro’, ‘desrespeitoso’ e de que ela teria sido ‘humilhada’ por ele?” foi feita apenas aos entrevistados que disseram ter assistido à gravação.
Entre os homens (de todos os eleitorados) que assistiram ao vídeo, 66,3% disseram acreditar no relato da ex-primeira-dama, enquanto 24,9% afirmaram não acreditar e 8,7% responderam que não sabem.
Já entre as mulheres, 53,3% afirmaram acreditar na acusação feita por Michelle Bolsonaro. Outras 33,1% disseram não acreditar, e 13,6% responderam que não souberam opinar.

Entenda a crise entre Michelle e Flávio
A crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro deixou de ser um conflito de bastidores e se tornou um dos maiores rachas públicos da família Bolsonaro e do PL.
Em vídeo publicado em 24 de junho, Michelle relatou que o desgaste teve origem no fim de 2025, durante discussões sobre estratégias eleitorais do PL, especialmente no Ceará. A ex-primeira-dama era contrária à aproximação de lideranças do partido com o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes. Flávio, por sua vez, defendia a articulação política e teria reagido de forma dura às críticas da madrasta.
Ela afirmou que foi “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado durante uma ligação telefônica.
Segundo o relato, Flávio teria dito que ela deveria ficar afastada das decisões partidárias e que, por ter ingressado recentemente na política, não teria experiência suficiente para opinar sobre as articulações do partido. Michelle afirmou ainda que interpretou a conversa como um sinal de que seu apoio político não era valorizado.
Após a repercussão, Flávio divulgou uma nota afirmando que jamais teve a intenção de ofender Michelle. O senador disse que, caso ela tenha se sentido desrespeitada, pedia desculpas, ressaltando reconhecer sua importância tanto para o PL Mulher quanto para o cuidado com Jair Bolsonaro. Ele também afirmou que sua prioridade era preservar a união da família e reduzir os desgastes públicos.
Em meio ao desgaste, Michelle anunciou, nessa terça-feira (30/6), que estava deixando a presidência do PL Mulher. Em nota, ela afirmou que tomou a decisão após conversar com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e comunicá-la ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Segundo Michelle, o objetivo é se dedicar “integralmente” aos cuidados com o marido e com a filha.


