Atentado nos EUA: Padilha critica políticas de distribuição de armas

Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, defendeu reflexão para combate a políticas de distribuição de armas

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Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, representa o presidente Lula na cerimônia - metrópoles
1 de 1 Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, representa o presidente Lula na cerimônia - metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta segunda-feira (15/7) que o governo Lula (PT) combate “qualquer política de distribuição de armas para a população”. A declaração foi dada após reunião no Ministério da Fazenda com Fernando Haddad e líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso.

Segundo o titular da articulação política, o atentado contra o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, no último sábado (13/7), foi assunto em uma reunião com Lula e ministros no Palácio do Planalto, pela manhã.

“O presidente manifestou a opinião dele sobre a situação do atentado nos Estados Unidos, considerando que o atentado violento reflete também da violência política e do armamento da população. É algo que só tem perda para a democracia. Ninguém ganha com atentado como esse, quem perde é a democracia”, disse Padilha.

E completou: “Que seja mais um momento de reflexão para que a gente combata de forma permanente qualquer atitude de violência na política, como também combatemos cada vez mais qualquer política de distribuição de armas para a população”.

A arma utilizada no atentando contra Trump, um fuzil AR-15, é a mais vendida nos Estados Unidos, segundo o FBI. Sua comercialização é permitida em 41 dos 50 estados americanos.

O fuzil AR-15 é utilizado majoritariamente para caça, com alta precisão a longas distâncias. O autor dos disparos, Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, estava a cerca de 120 metros do ex-presidente durante o comício em Butler, Pensilvânia. O fuzil encontrado com ele teria sido comprado legalmente por um familiar dele, segundo o jornal The New York Times.

Reforma tributária

Padilha também foi questionado se não é uma contradição o governo ser contra políticas armamentistas e permitir que armas e munições não entrem no Imposto Seletivo (IS), também conhecido como “imposto do pecado”, na reforma tributária. Ele respondeu:

“Não, pelo contrário. Da outra vez, no ano passado, tinha sido introduzido no Senado. O próprio líder Randolfe já diz que vai buscar trabalhar no Senado da introdução do imposto seletivo para armamentos”.

O tributo vai incidir sobre itens prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, que abrangem bebidas alcoólicas e açucaradas e cigarros, por exemplo. Aprovado pela Câmara, o projeto que trata do Imposto Seletivo deverá ser analisado pelos senadores no segundo semestre deste ano.

Da parte do governo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também se manifestou contrário à retirada das armas do Imposto Seletivo. “Acho que é um equívoco. Você tem que desonerar comida. É muito melhor desonerar comida. Está mais do que provado que quanto mais arma tem, mais homicídio tem”, disse ele há algumas semanas.

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