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Brasil

Atendente do Burger King chama cliente negro de "macaco" em pedido

A vítima do caso de racismo registrou boletim de ocorrência e compartilhou o ocorrido no Facebook

Repórter de Brasil27/03/2018 13:52
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Atendente do Burger King chama cliente negro de “macaco” em pedido
Atendente do Burger King chama cliente negro de “macaco” em pedido

Um caso de racismo contra um universitário paulista tem circulado pelas redes sociais e causado revolta nos internautas. David Reginaldo de Paula Silva, de 24 anos, parou, na madrugada do dia 24 de março, no Burger King da Avenida Santo Amaro, área nobre de São Paulo (SP), para fazer um lanche com uma amiga diplomata. Ao recolher seu pedido, observou que na nota era possível ler: “Cliente: MACACO”.

Negro, David fez uma postagem na sua conta do Facebook demonstrando toda sua revolta. “É inadmissível que em pleno século XXI, em 2018, ainda possa acontecer esse tipo de atitude racista”, disse, se referindo à atitude preconceituosa do atendente. Orientado pelos pais e advogado, registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e de Delitos de Intolerância (DECRADI).

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A vítima, David Reginaldo, compartilhou o ocorrido em sua página do Facebook
Atendente do Burguer King em São Paulo comete crime de racismo ao chamar cliente negro de "macaco" em pedido
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Atendente do Burguer King em São Paulo comete crime de racismo ao chamar cliente negro de "macaco" em pedido

A vítima, David Reginaldo, compartilhou o ocorrido em sua página do Facebook
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A vítima, David Reginaldo, compartilhou o ocorrido em sua página do Facebook

A lei nº 7716/1989 prevê punição a crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. O ocorrido se categoriza como injúria racial, de acordo com o artigo 140, parágrafo 3º do Código Penal, prevendo pena de reclusão de um a três anos e multa.

Em nota à imprensa, o Burger King disse estar investigando o caso e que as devidas medidas serão tomadas: “O Burger King informa que tomou conhecimento do caso relatado na unidade localizada na loja da Avenida Santo Amaro, em São Paulo, e está apurando o ocorrido para que as medidas necessárias sejam tomadas. A companhia reitera que repudia todo e qualquer ato discriminatório”.

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