Até o fim do mês, 29 milhões de pessoas serão vacinadas, diz Pazuello
Ministro apresentou balanço das ações do governo federal no combate à Covid-19 e falou sobre sua saída da pasta
atualizado
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Em meio a especulações sobre uma possível troca no comando do Ministério da Saúde, o chefe da pasta, general Eduardo Pazuello, elogiou o trabalho do governo federal no enfrentamento da Covid-19, doença acusada pelo novo coronavírus.
Nesta segunda-feira (15/3), Pazuello apresentou um balanço das ações e destacou o investimento em leitos, compra de remédios, testes e vacinas. Para ele, mesmo o país registrando casos há mais de um ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) “não colapsou”.
O ministro adiantou que até o fim do mês, o governo terá em estoque 47 milhões de doses das vacinas contra a Covid-19. Ao todo, o Ministério da Saúde tem negociações com cinco laboratórios. Até o momento, o governo já distribuiu 20,1 milhões de doses.
Segundo Pazuello, 29 milhões de brasileiros serão vacinados dos até o fim de março. O ministério tem mais de 560 milhões de doses contratadas para receber até o fim de 2021.
O ministro adiantou que o governo negocia com a Moderna a compra de 13 milhões de doses. Porém, o preço do imunobiológico tem dificultado o acordo.
“Hoje, o Brasil pode ser orgulhar de ter um governo que apresenta com transparência todas as ações contra a Covid-19”, afirmou.
Substituto
Pazuello comentou as possíveis mudanças na pasta e confirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) procura um substituto.
“O ministro será substituído? Um dia sim. O presidente está na tratativa de reorganizar o ministério. Não estou doente, não pedi para sair e estamos focados na missão”, destacou.
Ele emendou: “O cargo é do presidente e ele está, sim, pensando em substituição”, frisou, ao prometer uma transição tranquila e transparente.
As declarações do ministro ocorrem após um fim de semana intenso de articulações para a saída dele da pasta. Bolsonaro, aconselhado por outros ministros militares, conversou com possíveis substitutos.
Nesta segunda-feira, a médica cardiologista Ludhmila Hajjar recusou oficialmente o convite para o Ministério da Saúde. Ela discordou do presidente em temas como isolamento social e uso de remédios sem comprovação contra a Covid-19.








