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Brasil

Ataque hacker derrubou sistema interno e excluiu dados da PF e da PRF

Dados de policiais com dívida ativa com a União foram apagados durante o ataque cibernético. Investigações seguem em andamento

20/12/2021 15:46, atualizado 20/12/2021 17:14
Getty Images
homem digitando no computador

Os sistemas internos da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram derrubados por um ataque cibernético há duas semanas, no dia 10 de dezembro.

Conforme revelou o portal R7, foram deletados os dados de policiais com dívida ativa com a União. Equipes de segurança do governo consideram que informações de condutores cadastrados em bancos de dados das instituições também tenham sido apagadas.

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Os ataques hackers continuam sendo investigados. O principal deles, que teve como alvo o Ministério da Saúde, gerou instabilidade no aplicativo ConecteSUS e no sistema da pasta. A Polícia Federal informou ao Metrópoles que as apurações estão em andamento e que não comentará o caso no momento.

Em nota oficial, a PRF afirma que, desde o momento em que houve a identificação do incidente, este foi imediatamente bloqueado. Equipes de técnicos estão trabalhando para restaurar seus sistemas por meio de backups, necessitando ainda de um prazo de 48h.

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O caso está sendo investigado pela Polícia Federal e acompanhado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Dados perdidos

Os dados perdidos estariam em duas redes de servidores. A ação também tirou do ar o Sistema Eletrônico de Informações do governo federal. A suspeita é que algum servidor que atua no governo tenha cometido o crime, o que facilitaria o acesso ao portal interno.

A situação influencia diretamente o trabalho de policiais em todo o país, principalmente daqueles que atuam na área administrativa e trabalham com o levantamento de informações para direcionar investigações e fiscalizações.

A hipótese levantada é que tenha ocorrido um ataque do tipo ransomware, em que criminosos “sequestram” arquivos e dados de equipamentos eletrônicos inteiros, como computadores e celulares. O diferencial é que esse tipo de cibercriminoso pede um pagamento para “devolver” as informações.