Associação Brasileira de Mídia Digital pede que YouTube exclua live de Bolsonaro

Entidade afirma que, ao divulgar informações falsas sobre o sistema eleitoral, o presidente enfraquece as instituições e a democracia

atualizado 30/07/2021 18:06

Reprodução

A Associação Brasileira de Mídia Digital (ABMD) pediu ao YouTube que sejam retirados do ar vídeos da live realizada por Jair Bolsonaro na noite de quinta-feira (30/7).

Na ocasião, segundo a entidade, o presidente “usou seu canal na plataforma, com apoio inédito e flagrantemente ilegal da TV Brasil/Radiobrás e do aparato de comunicação social da Presidência da República, para inventar falsas vulnerabilidades das urnas eletrônicas e do processo de apuração e contagem de votos do Brasil”.

A solicitação encaminhada ao YouTube inclui pedido de punição ao canal de Bolsonaro no site de vídeos.

Ainda segundo a ABMD, o chefe do Executivo atacou instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seus ministros. A associação também pede ao Google que “vete as buscas pelos vídeos falsos, assim como as redes sociais e os aplicativos de mensagens para que derrubem a disseminação e circulação das falsas afirmações feitas pelo presidente”.

Em nota assinada por Florestan Fernandes Jr, presidente; Luís Costa Pinto, vice-presidente; e Adriana Delorenzo, secretária-geral, a ABMD defende que o processo de coleta e apuração de votos adotado no Brasil é íntegro, moderno e auditável. “Ele cumpre forte papel na reconstrução democrática desde que a ditadura militar foi derrotada”, diz o documento.

A preocupação da entidade, constituída em 9 de julho, é impedir a disseminação das afirmações de Bolsonaro em redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram, como também nas plataformas do Google e de aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram.

De acordo com a ABMD, as redes sociais “não só reproduziram as falas inverídicas presidenciais como, dado as características que lhes são próprias, arquivam e seguem (e seguirão) municiando o arsenal de falsidades, ódios e discursos impróprios produzidos pelo presidente e por sua máquina de intervir na cena política de forma desonesta e inapropriada”.

Deter cargos públicos não é prerrogativa para faltar com a verdade nas redes, nem diferencia um presidente mentiroso de qualquer outro criminoso que usa mentiras para abalar instituições e conturbar processos político-eleitorais

Trecho de nota da Associação Brasileira de Mídia Digital

Na visão da ABMD, ninguém pode vir a esse ambiente de mídias digitais com o intuito de “confundir, mentir e dividir ainda mais a sociedade”. “Agir rapidamente contra as fake news será didático para todos – sobretudo para o Brasil e para os brasileiros”, finaliza o documento.

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