Assessor do PL cita que Sóstenes fazia pagamentos “por fora”

PF deflagrou, nesta sexta-feira (19/12), a Operação Galho Fraco, que aprofunda as investigações sobre o desvio de recursos públicos

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De acordo com a decisão do ministro Flávio Divo, mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam a existência de pagamentos “por fora” envolvendo recursos da cota parlamentar, no âmbito da Operação Galho Fraco, deflagada na manhã desta sexta-feira (19/12). A ação tem como alvos de busca e apreensão os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL -RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ).

Em uma das mensagens, trocadas por assessores dos deputados, afirmam: “Ele está de férias… mandei para ele pagar umas coisas… disse que ia pagar na semana, não sei o quê, aí fica difícil”. Já em outro diálogo, a conversa menciona a quitação de valores não declarados: “Segunda-feira o deputado vai vir, aí eu vou ver com ele pra pagar o outro por fora, tá bom?”.

Mais à frente, o assessor cita Sóstenes. “Entre 27/2/2024 e 13/3/2024, a dupla volta a discutir o novo contrato de locação. Adailton (Oliveira Santos, assessor do PL) sugere o valor de R$ 2.200 e indica que Sóstenes continuaria ‘pagando por fora’. Ele solicita ainda que Itamar (de Souza Santana, assessor de Jordy) verifique a existência de um veículo que ainda não tenha sido objeto de contrato: ‘Tem que ver o carro que nunca foi colocado lá, né? No gabinete'”.

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Dinheiro apreendido pela Polícia Federal
Dinheiro apreendido pela PF
Polícia Federal (PF) deflagou nesta sexta operação Galho Fraco
Dinheiro apreendido na Operação Galho Fraco
Operação da PF investiga desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares
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Operação da PF investiga desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares

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Polícia Federal (PF) deflagou nesta sexta operação Galho Fraco
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Polícia Federal (PF) deflagou nesta sexta operação Galho Fraco

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Dinheiro apreendido na Operação Galho Fraco
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Dinheiro apreendido na Operação Galho Fraco

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Segundo Dino, o pedido da Polícia Federal para deflagrar a operação se baseia em conversas extraídas de celulares dos investigados que revelam a existência de “indícios robustos” (…) para a continuidade das investigações.

As investigações também apontam para uma possível prática de lavagem de dinheiro por meio do chamado “smurfing”, método que consiste no fracionamento de saques e depósitos bancários em valores inferiores a R$ 9.999, com o objetivo de dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.

Além disso, a decisão destaca que os indícios de utilização de cota parlamentar para pagamento de despesas consideradas inexistentes ou irregulares.

Operação

A PF cumpriu, na manhã desta sexta-feira (19/12), sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Sóstenes e Jordy, parlamentares do PL, tiveram os celulares apreendidos durante a operação. Também foi apreendida grande quantidade de dinheiro em espécie, sendo R$ 430 mil com Sóstenes.

De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.

A ação da PF é desdobramento de uma operação deflagrada em dezembro de 2024 e apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na operação de 2024, os assessores dos deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante já haviam sido alvos da operação Rent a Car, da Polícia Federal, que investigava uso de recursos de cotas parlamentares para pagamentos irregulares.

O outro lado

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Carlos Jordy confirnou que foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela PF nas primeiras horas da manhã, na data em que, segundo ele, a filha faz aniversário. Jordy classificou a ação como “covarde” e alegou que operações como essa ocorrem em outras datas simbólicas para a família.

O parlamentar negou irregularidades e afirmou que utiliza, desde o início do seu primeiro mandato, uma empresa de locação de veículos para atender às demandas do gabinete em Brasília.

“Essa busca e apreensão covarde, alegando que eu teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fachada com aluguel de carros, sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A alegação deles é tosca”, argumenta Carlos Jordy.

No início da tarde, Sóstenes explicou que os quase meio milhão de reais apreendidos pela corporação se devem à venda de um imóvel em Minas Gerais.

“Aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer”, ressaltou.

Ainda de acordo com o líder do PL, o dinheiro foi recebido por ele recentemente, e ele ainda não teve tempo de realizar o depósito em um banco por causa da “correria” do dia a dia. Mas disse que o imóvel está declarado no Imposto de Renda.

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