Assassino confesso de travesti diz que era para ser só um “corretivo”

Hevelyn Montine Santos, de 30 anos, foi assassinada por morador que afirma ter ficado revoltado com seu comportamento

atualizado 14/09/2021 15:58

Travesti morta Rio Verde GoiasReprodução/Instagram

Goiânia – Um homem, que não teve a identidade divulgada, procurou a delegacia de Rio Verde, na região Sudoeste de Goiás, para revelar que assassinou a tiros a transexual Hevelyn Montine Santos, de 30 anos. Ele alega que queria dar só um “corretivo”, espancando a vítima, mas que a teria matado por legítima defesa.

Hevelyn foi encontrada morta no dia 4 de setembro e o autor confessou o crime na tarde desta segunda-feira (13/9). O homem responde ao crime em liberdade.

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De acordo com o delegado Adelson Candeo, o autor disse que estava passando pelo local onde Hevelyn fazia programas sexuais, quando seu filho, menor de 12 anos, teria visto ela com os órgãos sexuais expostos. A criança teria questionado familiares sobre o que viu.

Espancada e morta

A situação teria revoltado o pai, que decidiu, em suas palavras, dar um “corretivo” na transexual. Ele então teria fingido que ia fazer um programa com a vítima e começou a espancá-la em um matagal, próximo à rodovia BR-174, em Rio Verde.

Ainda segundo o delegado, o homem afirma que Hevelyn teria reagido e ambos teriam entrado em luta corporal. Neste momento, de acordo com o autor, a vítima teria tentado se defender com uma arma branca. O suspeito então a matou com três tiros.

O corpo de Hevelyn foi encontrado apenas com roupas íntimas e três marcas de tiros. Ela nasceu em Santa Helena de Goiás e morava em Rio Verde. As duas cidades são vizinhas.

Revolta na internet

Familiares e amigos de Hevelyn se revoltaram com a sua morte e usam as redes sociais para pedir Justiça, desde o dia em que o corpo foi encontrado.

“Queremos justiça, tem que pagar pelo o que fez. Já levou ela com intenção de matar”, escreveu um familiar da vítima no Instagram.

O homem que confessou o crime entregou a arma usada no homicídio e objetos da vítima para a polícia. De acordo com o delegado, ele não tem antecedentes criminais e responde em liberdade.

No final ou mesmo ao longo da investigação, ele poderá ser preso preventivamente, segundo a Polícia Civil. O crime é apurado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Rio Verde.

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