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Brasil

Às vésperas das eleições, Lula anuncia que governo zerou fila do INSS

Medida foi promessa de campanha de Lula em 2022 e o feito deve ser apresentado como um dos resultados da gestão petista na busca à reeleição

03/09/2026 16:01, atualizado 03/09/2026 16:15
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva PT METROPOLES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (3/9), que o governo federal zerou a fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A cerimônia acontece no Palácio do Planalto.

A medida foi uma promessa de campanha de Lula em 2022 e o feito deve ser apresentado como um dos resultados de seu terceiro mandato em sua campanha à reeleição.

O anúncio havia sido antecipada pelo presidente na semana passada, durante sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo. “Semana que vem, vou anunciar que a fila zerou. A espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal”, disse Lula durante a entrevista, exatamante há uma semana atrás, na quinta-feira passada (27/8).

Ou seja, “zerar” a fila não significa que não há pessoas esperando a concessão de benefícios, mas sim que os pedidos estão sendo analisados dentro do prazo legal estabelecido, antes de que sejam considerados pendentes.

“Sempre haverá pessoas na fila do INSS, pois entram pedidos novos todos os dias. Zerar a fila é quando temos menos gente esperando do que a quantidade de gente que entrou com pedidos no mês anterior. Isso aconteceu em agosto de 2026″, afirmou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Segundo o titular da pasta, “o que era fila se transformou em fluxo, em atendimento”.

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Em fevereiro deste ano, o número de requerimentos em aberto chegou a 3 milhões, batendo recorde.

Em agosto, esse total caiu para 1,2 milhão, representando 59% de queda em relação a janeiro, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O patamar é o menor alcançado desde 2023.

O recuo foi puxado principalmente pela queda nos pedidos com atraso superior a 45 dias, considerados o núcleo da fila. Esse grupo encolheu 86% no período, passando de 1,88 milhão para 261 mil processos.

Além da redução no volume, o tempo médio de análise também caiu e hoje gira em torno de 35 dias, uma diminuição de mais de 40% em relação aos níveis anteriores.

Há, porém, variações relevantes, pedidos de salário-maternidade são decididos em cerca de 11 dias, enquanto benefícios assistenciais, que exigem perícia e avaliação social, podem levar até 65 dias.

Troca no comando do INSS

O recorde histórico na espera de benefícios foi um dos entraves na gestão do ex-presidente do INSS, Gilberto Waller, sendo um dos motivos para que ele fosse demitido do comando do órgão em abril, após 11 meses à frente da gestão.

A servidora de carreira do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, foi a escolhida para substituir Waller e assumiu o desafio de reduzir a fila.

Waller foi nomeado pelo presidente Lula para o INSS em abril de 2025, em substituição a Alessandro Stefanutto, demitido em meio às repercussões do escândalo, revelado pelo Metrópoles, dos descontos indevidos na remuneração de aposentados e pensionistas do INSS.

Durante sua gestão, o ex-presidente também entrou em rota de colisão com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.